🚨 ESCÂNDALO NA CPMI: Parlamentares Burlaram Ordem do STF e Recuperaram Dados Sigilosos de Vorcaro Via Apple
A Polícia Federal confirmou, em nota oficial, que a CPMI do INSS descumpriu ordem direta do ministro André Mendonça (STF) ao reintroduzir dados sigilosos do banqueiro Daniel Vorcaro no ambiente do Senado Federal — por meio de solicitação direta à Apple.
O que aconteceu
Na segunda-feira (16), Mendonça havia proibido a CPMI de acessar dados pessoais de Vorcaro armazenados na sala-cofre do Senado, determinando que a PF retirasse qualquer material relativo à “vida privada” do investigado.
Na terça-feira (17), a PF cumpriu a ordem: realizou a extração, cópia segura e exclusão dos arquivos dos servidores do Senado, com rigorosa observância dos protocolos de cadeia de custódia.
Durante o processo, porém, a PF constatou algo gravíssimo: os arquivos apagados reapareceram. A presidência da CPMI havia solicitado diretamente à Apple a recuperação do material — gerando novo download e armazenamento dos arquivos fora do controle da cadeia de custódia estabelecida judicialmente.
A resposta da PF
A corporação informou o fato ao ministro Mendonça, que agora investiga os responsáveis. A PF afirmou em nota:
“Durante a ação, foi constatada a reintrodução, no ambiente do Senado Federal, de dados anteriormente excluídos pela Polícia Federal. A medida decorreu de solicitação direta da Presidência da CPMI à empresa Apple. O fato gerou novo fluxo de download e armazenamento dos arquivos, fora do controle inicial da cadeia de custódia estabelecida judicialmente.”
O contexto
- Vorcaro é acusado de emitir títulos fraudulentos em esquema de R$ 12 bilhões a R$ 50 bilhões
- Dados pessoais do banqueiro — incluindo fotos e vídeos íntimos — haviam vazado para a imprensa
- O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), alertou que o vazamento pode fortalecer a defesa de Vorcaro
- O STF investiga os responsáveis pelo vazamento inicial das informações sigilosas
Gravidade jurídica
O descumprimento de ordem judicial do STF por parlamentares configura potencial crime de desobediência e pode resultar em responsabilização dos envolvidos. A ação da CPMI — ao acionar a Apple para recuperar arquivos proibidos por decisão do Supremo — representa uma escalada sem precedentes no conflito entre Legislativo e Judiciário no caso Master.
Fontes: Gazeta do Povo, PF (nota oficial)