🚨 ESCÂNDALO: Moraes Vota Contra a CPMI que o Investiga — Ministro Citado em Mensagens de Vorcaro Chama Vazamentos de “Criminosos” e Enterra Investigação
Em um episódio sem precedentes na história do Supremo Tribunal Federal, o ministro Alexandre de Moraes votou nesta quinta-feira (26) para encerrar a CPMI do INSS — a mesma comissão que, ao investigar o banqueiro Daniel Vorcaro, revelou mensagens comprometedoras que citam o próprio Moraes e o ministro Dias Toffoli.
O Voto de Quem Deveria se Declarar Impedido
Durante o julgamento que resultou em 8 votos a 2 pelo encerramento da CPMI, Moraes interrompeu o ministro Gilmar Mendes para classificar como “criminosos” os vazamentos das mensagens obtidas do celular de Vorcaro. Gilmar, por sua vez, havia chamado a divulgação de “abominável” e “lamentável”.
O problema é óbvio: os dados vazados incluíam mensagens que envolvem o próprio Moraes. Críticos e juristas questionam se o ministro deveria ter se declarado impedido de votar, dado o evidente conflito de interesses.
O Que as Mensagens de Vorcaro Revelaram
A CPMI do INSS, que iniciou como investigação de fraudes em aposentadorias e pensões, ampliou seu escopo ao obter dados do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Os registros revelaram uma relação próxima entre Vorcaro, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli — informações que estarreceram parte dos ministros do STF.
- Vorcaro iniciou depoimentos de pré-delação à Polícia Federal
- Sua defesa prometeu “não poupar ninguém, inclusive do STF”
- Martha Graeff, ex-noiva de Vorcaro, desapareceu e a CPI cogita acionar a polícia para forçar seu depoimento
O STF Fecha as Portas da Investigação
Por 8 votos a 2, a maioria do STF derrubou a liminar do ministro André Mendonça que havia prorrogado a CPMI. Apenas Mendonça e Luiz Fux votaram pela continuidade das investigações.
Os ministros Dino, Moraes, Gilmar, Zanin, Nunes Marques, Cármen Lúcia, Toffoli e Fachin votaram pelo encerramento. A comissão deve concluir seus trabalhos neste sábado (28), com o relatório final — que indica 228 pessoas — sendo votado hoje (sexta).
A Derrota da Oposição e dos Aposentados
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), chamou a decisão de “o fim do sonho dos aposentados”. Parlamentares que acompanharam o julgamento no STF deixaram o plenário frustrados, mas destacaram o trabalho realizado: 14 pessoas presas, dezenas de depoimentos e quase 2 mil documentos obtidos.
O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), prometeu que o relatório final será lido nesta sexta-feira, com votação prevista para o mesmo dia. Quem perde, segundo Viana, é o povo brasileiro.
Reação da Oposição
Parlamentares da oposição reagiram com indignação. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outros líderes pediram que Moraes se declarasse impedido antes do julgamento — pedido ignorado pelo ministro. A percepção dominante entre os críticos é a de que o STF agiu para proteger seus próprios integrantes de uma investigação que estava próxima de revelar ligações ainda mais comprometedoras.
Fontes: Gazeta do Povo, G1/Globo, Metrópoles, Agência Brasil