🚨 ESCÂNDALO DOS JATINHOS: Toffoli Também Viajou em Aviões de Empresas Ligadas a Vorcaro — Folha Aponta 5 Voos Suspeitos do Ministro do STF
Brasília, 2 de abril de 2026 — O escândalo dos jatinhos no Supremo Tribunal Federal ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (2). Um dia depois de apurações revelarem que o ministro Alexandre de Moraes utilizou voos de empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro — dono do liquidado Banco Master e preso pela Polícia Federal —, a Folha de S. Paulo revelou que o ministro Dias Toffoli também embarcou em jatinhos próximos ao empresário em pelo menos cinco ocasiões ao longo de 2025.
Os Voos Suspeitos de Toffoli
Documentos da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), cruzados pela reportagem, apontam que Toffoli viajou em aviões de três empresas com ligações diretas a Vorcaro:
- Prime Aviation: teve Vorcaro como sócio direto até setembro de 2025 e era proprietária de sua mansão em Brasília;
- Petras Participações: dona do resort de luxo Tayayá (PR), do qual Toffoli era sócio junto a um fundo ligado ao cunhado de Vorcaro, apontado pela PF como operador das fraudes do Master;
- Ibrame: empresa de Luiz Pastore, amigo pessoal do ministro, cujo jatinho levou Toffoli ao Peru para a final da Libertadores ao lado de advogado que defende um executivo do Master.
A Teia de Relações
Os registros mostram que, no dia 4 de julho de 2025, Toffoli entrou no terminal executivo do aeroporto de Brasília às 10h e, minutos depois, um avião com destino a Marília (SP) — sua cidade natal — decolou. A mesma aeronave foi utilizada por Moraes em três ocasiões distintas, conforme cruzamento de dados. Em outras datas, seguranças do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo foram deslocados ao resort Tayayá, no Paraná, “a pedido do STF para atender uma autoridade presente na região”.
Toffoli confirmou ser sócio do resort Tayayá, mas alegou que não atuava na administração. Após a PF revelar diálogos com Vorcaro no celular do banqueiro, o ministro se declarou suspeito e abandonou a relatoria do caso Master no STF. Moraes negou as viagens e classificou as apurações como “fantasiosas”.
O Que Está em Jogo
O escândalo revela uma proximidade alarmante entre dois dos ministros mais poderosos do STF e o principal suspeito de um esquema bilionário de fraudes financeiras. Para o cidadão brasileiro, a questão é direta: como confiar na imparcialidade de decisões tomadas por ministros que viajavam de graça em jatinhos de investigados? A Transparência Internacional Brasil já cobrou explicações do tribunal. A Corte, por enquanto, permanece em silêncio.
Fontes: Gazeta do Povo, Folha de S.Paulo — 2 de abril de 2026