🚨 ESCALADA: Irã acusa EUA e Israel de genocídio na ONU e Kuwait diz que 2 portos foram atingidos
A guerra entre EUA, Israel e Irã entrou em nova fase nesta sexta-feira (27), com o chanceler iraniano levando as acusações ao Conselho de Direitos Humanos da ONU e o Kuwait confirmando que dois de seus principais portos foram atingidos pelos conflitos.
Irã vai à ONU e acusa genocídio
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, usou a tribuna do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, nesta sexta-feira para acusar os Estados Unidos e Israel de cometer genocídio durante a guerra.
O chanceler focou no ataque à escola de Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul do Irã, que teria deixado cerca de 175 mortos entre alunos e professores — o episódio ocorreu no primeiro dia do conflito.
“O padrão de alvos dos agressores, juntamente com sua retórica, deixa pouca dúvida de que sua intenção clara é cometer genocídio”, afirmou Araqchi.
O chanceler listou ainda que EUA e Israel teriam destruído ou danificado mais de 600 escolas durante a guerra, com mais de 1.000 alunos e professores mortos ou feridos. Investigações preliminares das próprias Forças Armadas dos EUA já indicaram responsabilidade americana no bombardeio à escola.
O chefe de Direitos Humanos da ONU, Volker Türk, pediu que os EUA concluam e tornem públicas as conclusões da investigação sobre o ataque.
Kuwait confirma que portos foram atingidos
O Kuwait informou que seus dois principais portos foram atingidos no contexto da guerra, sinalizando uma perigosa expansão do conflito para além das fronteiras do Irã e Israel — e trazendo novos riscos ao fluxo de petróleo no Golfo Pérsico.
A notícia preocupa mercados globais: o Estreito de Ormuz, pela qual passa cerca de 20% do petróleo mundial, já havia sido alvo de tensões crescentes desde o início do conflito.
Trump ainda fala em acordo — mas ameaça petróleo
Em paralelo, o presidente americano Donald Trump afirmou que o Irã “está implorando por um acordo” e não descartou tomar o petróleo iraniano caso as negociações não avancem. O prazo dado por Trump ao Irã para negociar o programa nuclear já venceu — e os ataques seguem.
Brasil condena os ataques
O representante brasileiro no Conselho de Direitos Humanos, André Simas Magalhães, afirmou que o Brasil condena fortemente o ataque à escola e o classifica como “grave violação dos direitos humanos e da lei internacional humanitária”.
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Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo, CNN Brasil