🚨 DINO CONTRA-ATACA: Após PF invadir jornalista, ministro alega que seus deslocamentos eram monitorados ilegalmente
O ministro do STF Flávio Dino usou a operação de busca e apreensão contra um jornalista do Maranhão para lançar uma controvérsia: afirmou que seus próprios deslocamentos estavam sendo monitorados ilegalmente.
O que aconteceu
Na terça-feira (10), a Polícia Federal, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, realizou uma operação de busca e apreensão na residência do jornalista Luís Pablo Almeida, autor do Blog do Luís Pablo, no Maranhão. Foram apreendidos celulares e um notebook do profissional.
O motivo: reportagens publicadas pelo jornalista sobre o suposto uso irregular de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) por familiares do ministro Flávio Dino.
A reação de Dino
Após a operação se tornar pública, Dino reagiu alegando que o jornalista estaria, na verdade, monitorando ilegalmente seus deslocamentos para elaborar as reportagens. A declaração foi vista por críticos como uma tentativa de justificar retroativamente a ação policial contra a imprensa.
Entidades de imprensa em alerta
Ao menos quatro das principais associações da imprensa brasileira reagiram com indignação:
- Abraji classificou a decisão como insuficientemente fundamentada e disse que coloca não apenas o repórter sob risco, mas todos os jornalistas brasileiros
- ABERT, ANER e ANJ emitiram nota conjunta citando garantias constitucionais e alertando para o precedente preocupante
- AIR invocou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, afirmando que qualquer interferência contra jornalistas constitui grave violação ao direito fundamental à liberdade de expressão
As entidades destacaram que não há indicação de erro factual nas reportagens e que a apreensão viola o sigilo de fonte, pilar fundamental do jornalismo livre.
O contexto político
O caso ocorre em meio ao escândalo do Banco Master, que envolve o ministro Toffoli e a esposa de Moraes, e às crescentes críticas sobre o uso do aparato judicial contra opositores e a imprensa. Pesquisa da consultoria Meio/Ideia aponta que 69,9% dos brasileiros avaliam que a credibilidade do STF foi afetada negativamente pelo escândalo.
Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo