🚨 DADOS DO ESCRITÓRIO DE MORAES NO MASTER CHEGAM À CPI SÓ AGORA: Receita Esqueceu de Enviar R$ 129 Milhões — e Alcolumbre Encerra Tudo na Terça que Vem
Uma bomba chegou silenciosamente à CPI do Crime Organizado nesta terça-feira (7): os dados de pagamentos do Banco Master ao escritório da família do ministro Alexandre de Moraes — um contrato de R$ 129 milhões por três anos — foram enviados pela Receita Federal à comissão apenas agora, horas antes do anúncio de que a CPI será encerrada.
A Receita Esqueceu os Dados
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), não poupou críticas ao revelar o timing da entrega. “Deveriam ter chegado antes. Por algum motivo, a Receita esqueceu desses dados no primeiro envio”, disse o senador, deixando no ar a suspeita de que a omissão foi deliberada.
O escritório Barci de Moraes — ligado à família do ministro do STF — firmou o contrato milionário com o Master, instituição financeira que está no centro de um dos maiores escândalos financeiros dos últimos anos no Brasil. O ministro Dias Toffoli já havia deixado a relatoria do caso Master após a PF encontrar menções a ele no celular de Daniel Vorcaro, dono do banco.
Alcolumbre Encerra a CPI na Terça (14)
Pior: logo após a chegada desses dados explosivos, ficou confirmado que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não prorrogar os trabalhos da comissão. A CPI se encerra na próxima terça-feira (14).
A justificativa de Alcolumbre? “Ano eleitoral”. Para o relator, a decisão representa um “grande desserviço à nação”.
“A CPI fez o que nenhuma outra conseguiu fazer antes, que é materializar o envolvimento de determinados ministros do STF com figuras que estão sob investigação”, afirmou Vieira.
CPI do Master Também Travada
O pedido de instalação da CPI do Banco Master ainda aguarda manifestação do ministro Nunes Marques. Segundo Vieira, senadores pediram reunião com o ministro, mas ele se recusa a recebê-los.
“Nas próximas semanas, devemos judicializar a instalação de uma CPI própria para a apuração do envolvimento do caso Master com ministros do Supremo”, antecipou o relator.
PGR Também no Alvo das Críticas
Vieira foi além e criticou o procurador-geral da República, Paulo Gonet:
- Gonet não viu irregularidade no contrato de R$ 129 mi entre o Master e o escritório da família de Moraes
- Não reconheceu suspeição na atuação do ministro Toffoli no caso
- Para o senador, “é bastante difícil acreditar” em atuação independente do PGR
O senador descartou recorrer ao STF para tentar manter a CPI ativa — lembrando que em 26 de março, a Corte já havia rejeitado a prorrogação da CPMI do INSS por 8 votos a 2.
Fontes: Gazeta do Povo, G1/Globo