🚨 CRISE BRASIL-EUA: Lula revoga visto de assessor de Trump e barra entrada no Brasil — Beattie era crítico de Moraes e iria visitar Bolsonaro
O presidente Lula anunciou nesta sexta-feira (13) a revogação do visto do assessor americano Darren Beattie, conselheiro do governo Trump para assuntos ligados ao Brasil, impedindo sua entrada no país. A medida foi confirmada pelo Itamaraty e representa a maior crise diplomática entre Brasil e EUA nos últimos meses.
O que aconteceu
Beattie havia solicitado visto para vir ao Brasil participar de um evento sobre terras raras, mas planejava também visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Papuda. O Itamaraty confirmou a revogação alegando “omissão e falseamento de informações relevantes” sobre o real motivo da visita.
“Aquele cara americano que disse que vinha pra cá, pra visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil, enquanto não liberar os vistos do ministro da Saúde”, declarou Lula em evento no Rio de Janeiro.
Reciprocidade com os EUA
Lula justificou a decisão como ato de reciprocidade: os Estados Unidos bloquearam o visto do ministro da Saúde Alexandre Padilha, de sua esposa e de sua filha de 10 anos. O presidente exigiu que os vistos da família Padilha sejam liberados como condição para reconsiderar o caso.
Quem é Darren Beattie
Beattie é um dos assessores mais próximos de Trump para a política em relação ao Brasil. É crítico aberto do ministro Alexandre de Moraes e tem defendido sanções contra o STF sob a Lei Magnitsky. Sua vinda ao Brasil era vista como gesto político de apoio ao campo bolsonarista.
Reação do campo conservador
- Aliados de Bolsonaro criticaram a decisão como censura política
- Parlamentares de direita pedem explicações ao Itamaraty
- Speculações sobre possíveis retaliações americanas ganham força
- Caso é visto como deterioração das relações Brasil-EUA sob Lula
Contexto maior
O episódio ocorre em meio à crise do caso Master/Vorcaro, às especulações sobre sanções Magnitsky contra Moraes e ao debate sobre o futuro de Bolsonaro. A tensão diplomática com Washington coloca o governo Lula numa posição delicada às vésperas das eleições de 2026.
Fontes: Gazeta do Povo, G1/Globo, CNN Brasil, Jovem Pan