🚨 CPMI DO INSS ENCERRADA SEM RELATÓRIO APROVADO: Governistas derrubam relatório da oposição por 19 a 12 — Toffoli, esposa de Moraes e Lulinha no centro das denúncias
A CPMI do INSS encerrou seus trabalhos neste sábado (28) sem um relatório final aprovado, após sete meses de investigações sobre o maior escândalo de fraudes em aposentadorias da história brasileira. Em sessão realizada na madrugada, o parecer apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL) foi derrubado pela base governista por 19 votos a 12.
Votação na Madrugada: Governo Vence, Investigação Perde
O relatório de Gaspar, com impressionantes 4.340 páginas, propunha o indiciamento de mais de 200 pessoas — incluindo operadores financeiros, empresários, servidores e políticos. Entre os indiciados estava Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, além de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Após a derrota do relatório, parlamentares aliados ao governo Lula pressionaram o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), a nomear um novo relator para votar o chamado “Relatório da Maioria”. Viana recusou, alegando que a decisão é de sua discricionariedade exclusiva, e encerrou os trabalhos da comissão.
Toffoli, Esposa de Moraes e Filho de Lewandowski na Mira
Mesmo sem aprovação, o relatório de Gaspar revelou denúncias explosivas contra o establishment jurídico:
- Dias Toffoli (STF): Gaspar recomendou investigação sobre a relação entre Toffoli e Daniel Vorcaro (dono do Banco Master). Toffoli havia sido relator do caso Master antes de se retirar após a PF encontrar menções a ele no celular de Vorcaro.
- Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes: O escritório da família Moraes teria fechado contrato de R$ 129 milhões para representar o Banco Master por três anos. Gaspar pediu investigação por suspeita de tráfico de influência.
- Enrique de Abreu Lewandowski, filho do ex-ministro do STF, atuou no STJ em favor de empresa investigada por fraudes no consignado ligada ao Master.
Banco Clandestino e Ex-assessor de Alcolumbre
O relatório ainda expôs uma rede de 40 empresas que movimentou cerca de R$ 39 bilhões em lavagem de dinheiro — operando como um verdadeiro “banco clandestino” para os fraudadores do INSS, com conexões a investigados pelo PCC. Entre os beneficiários da rede estava Paulo Augusto de Araújo Boudens, ex-assessor do presidente do Senado Davi Alcolumbre (União-AP), que teria recebido R$ 3 milhões sem justificativa de serviços prestados.
STF Decretou a Morte da CPMI
A conclusão forçada dos trabalhos foi viabilizada pelo próprio Supremo Tribunal Federal: na quinta-feira (26), por 8 votos a 2, o plenário derrubou a liminar do ministro André Mendonça que havia prorrogado o prazo da comissão. A oposição denuncia que o STF agiu para blindar investigados.
“STF enterra CPMI do INSS e esquerda celebra a impunidade”, escreveu o deputado Nikolas Ferreira em artigo na Gazeta do Povo.
Relatório Governista Mira Bolsonaros
O chamado “Relatório da Maioria”, elaborado pela base do governo, pede o indiciamento de 131 pessoas — incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por organização criminosa. O documento, porém, não chegou a ser votado, pois Carlos Viana encerrou a sessão sem pautar o texto governista.
O Que Acontece Agora?
Com o encerramento da CPMI sem relatório aprovado, as investigações seguirão (ou não) pelos caminhos ordinários: Polícia Federal, Ministério Público Federal e Tribunal de Contas da União. A oposição já sinaliza que continuará pressionando pelos indiciamentos. O caso do Banco Master — envolvendo Toffoli e Moraes — deve ter desdobramentos no próprio STF.
Fontes: CNN Brasil, Gazeta do Povo, G1/Globo