🚨 COPOM PARA CICLO DE CORTES: Selic cai para 14,75%, mas Guerra no Irã Congela Decisões Futuras — Petróleo a US$ 100 Pressiona Inflação
O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (Copom) reduziu nesta quarta-feira (18) a taxa Selic de 15% para 14,75% ao ano — mas surpreendeu o mercado ao retirar a sinalização de novos cortes nas próximas reuniões. A culpa, segundo o próprio BC, é da guerra no Oriente Médio.
Por que o BC parou?
O conflito foi citado quatro vezes no comunicado oficial como fonte de incerteza. Com o petróleo acima de US$ 100 por barril, os preços dos combustíveis no Brasil estão pressionando toda a cadeia — do diesel ao GLP.
“No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio”, disse o Copom em comunicado.
Efeitos da guerra nos juros brasileiros
- Petróleo acima de US$ 100 pressiona diesel e combustíveis no Brasil
- Cadeia global de suprimentos afetada eleva custos e inflação
- FED (banco central dos EUA) também congelou os juros americanos na mesma semana, pela mesma razão
- Próximas decisões do Copom dependem da duração e intensidade do conflito
O que dizem os especialistas
Lucas Sigu, sócio-fundador da Ciano Investimentos, alertou: “A guerra pode se prolongar, o que pode frear os planos do Copom de continuar cortando a Selic de forma mais intensa.” Se o conflito arrefecer, há chance de retomada dos cortes em direção à meta de inflação de 3,3% até 2027.
Para Bruna Centeno, da Blue3 Investimentos, o ponto crítico será o avanço dos preços dos combustíveis e seus efeitos em cadeia na economia brasileira.
PT já atacou o BC
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, criticou duramente a decisão de cortar apenas 0,25 ponto, exigindo cortes mais agressivos. O partido ignora que é justamente a guerra — iniciada no governo Lula — que trava qualquer plano de queda mais rápida dos juros.
Fontes: G1/Globo, CNN Brasil, Jovem Pan