O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (18) para decidir os juros básicos do Brasil — e a expectativa é de corte de 0,25 ponto percentual na Selic, que passaria de 15% para 14,75% ao ano.
Primeira queda em dois anos
Se confirmado, será o primeiro corte da Selic desde junho de 2023. A taxa permanece no maior nível desde julho de 2006. Entre setembro de 2024 e junho de 2025, o BC elevou os juros sete vezes seguidas. Nas últimas quatro reuniões, a taxa ficou parada em 15%.
A ata da reunião de janeiro já indicava que o Copom pretendia iniciar os cortes em março. Porém, o conflito entre EUA, Israel e Irã — e a disparada do petróleo — gerou dúvidas sobre o tamanho do corte. Antes da guerra, o mercado esperava queda de 0,5 ponto.
Petróleo pressiona a decisão
A guerra no Oriente Médio elevou o preço do barril e pressionou os combustíveis no Brasil, levando ao risco de greve dos caminhoneiros. O governo Lula já zerou o PIS/Cofins sobre o diesel e negocia com estados para reduzir o ICMS.
Com esse cenário, analistas revisaram para baixo a projeção do corte. O Boletim Focus aponta corte de apenas 0,25 ponto. Algumas instituições chegaram a apostar no adiamento da redução.
Copom desfalcado
A reunião de hoje acontece com o Copom incompleto: os mandatos de dois diretores expiraram no fim de 2025 e Lula ainda não indicou os substitutos ao Congresso. A decisão será anunciada no início da noite desta quarta.
O que muda para o trabalhador
- Crédito mais barato com queda dos juros
- Mas petróleo caro pressiona inflação
- Selic a 14,75% ainda é o maior nível em quase 20 anos
- Custo do dívida pública do governo segue altíssimo
Fontes: Jovem Pan, G1/Globo, Gazeta do Povo