🚨 CENTRÃO NO STF: Políticos mapeiam votos para soltar Vorcaro e evitar delação — Zanin sorteado relator da CPI do Master
Brasília, 12 de março de 2026 — Em movimento que expõe o alcance do escândalo do Banco Master, líderes do centrão iniciaram operação nos bastidores do Supremo Tribunal Federal para tentar garantir a libertação do banqueiro Daniel Vorcaro — e, com isso, evitar uma potencial delação premiada que poderia sacudir o poder político brasileiro.
A Operação Centrão no STF
Segundo apuração do G1, interlocutores políticos passaram a mapear votos dentro da Segunda Turma do STF para construir maioria favorável à soltura de Vorcaro. A lógica é simples e assustadora: com a suspeição de Toffoli, a turma passa a julgar com apenas quatro ministros. Em caso de empate, a lei prevê que o réu seja beneficiado — o que significaria a libertação imediata do banqueiro.
A estratégia foi ativada assim que o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito de julgar a manutenção da prisão de Vorcaro — afastamento que, segundo analistas da CNN Brasil, foi insuficiente para sanear a crise institucional, já que Toffoli ainda permanece como relator do inquérito principal.
O Medo da Delação
A grande preocupação dos políticos envolvidos é clara: se Vorcaro ficar preso por muito tempo, ele pode colaborar com a Justiça. Uma delação premiada revelaria a extensão das relações políticas e financeiras do banqueiro — que incluem, segundo investigações da PF, festas milionárias com ministros do STF, diretores da PF e líderes do Congresso.
- Participam da Segunda Turma: André Mendonça (relator), Luiz Fux, Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli (suspeito)
- Com Toffoli fora, um eventual empate (2 a 2) libertaria Vorcaro
- O centrão aposta nos votos de Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques
Zanin Entra no Jogo — E Levanta Dúvidas
Em paralelo, o ministro Cristiano Zanin foi sorteado relator da ação que pede a instalação de uma CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. O pedido havia sido originalmente distribuído a Toffoli, que também se declarou suspeito nesse processo.
A ala do Congresso que acompanha o escândalo comemorou a saída de Toffoli — mas já avalia Zanin como uma incógnita. O ministro foi advogado pessoal do presidente Lula antes de ser indicado ao STF, e sua independência para julgar casos que envolvem aliados do governo é questionada por parlamentares de oposição.
O Cenário
O caso Master já provoca uma das maiores crises institucionais do Brasil recente: um banqueiro preso com dossiê secreto contra ex-sócios, ministros do STF que frequentavam suas festas, um Congresso dividido entre investigar e abafar, e agora um centrão em pânico com a possibilidade de uma delação que pode afetar dezenas de nomes poderosos.
Fontes: G1/Blog da Andréia Sadi, CNN Brasil/Teo Cury, Gazeta do Povo