🚨 BATE-BOCA HISTÓRICO NA CPMI: Lindbergh Chama Sessão de “Circo” e É Acusado de Xingar Relator de “Estuprador” — Gaspar Ameaça Conselho de Ética
A sessão final da CPMI do INSS nesta sexta-feira (27) foi marcada por um confronto explosivo entre o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e o relator Alfredo Gaspar (União-AL), elevando ao máximo o clima de hostilidade que já dominava os trabalhos da comissão.
“Circo” Vira Bomba Política
Ao ouvir Gaspar declamar um poema incisivo durante a leitura do relatório final, Lindbergh interrompeu a sessão chamando toda a comissão de “circo”. A reação foi imediata e furiosa.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), respondeu duramente: “Ao chamar essa comissão de circo, vossa excelência está chamando de palhaço todos os aposentados brasileiros que confiaram no nosso trabalho.”
Viana chegou a ameaçar retirar Lindbergh da sessão e levar o caso ao Conselho de Ética — medida que só não foi executada após intervenção do próprio deputado petista Paulo Pimenta (PT-RS).
Acusação Gravíssima: “Estuprador”
O conflito escalou ainda mais quando o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) acusou Lindbergh de ter chamado Gaspar de “estuprador” — termo que provocou nova reprimenda do presidente da comissão e acirrou ainda mais os ânimos entre situação e oposição.
Relator Denuncia “Obstáculos” e Mira o STF
Ao iniciar a leitura do relatório, Gaspar foi enfático: “Foram seis meses de muita luta. A jornada foi dura, de ataque, lutar contra o poder e o sistema, a corrupção num país que não acredita nas instituições e seus poderes, não é fácil.”
O relator também disparou críticas diretas à decisão do STF, que derrubou por 8 votos a 2 a liminar do ministro André Mendonça que estenderia os trabalhos da comissão por mais 60 dias — encerrando de forma abrupta a investigação que apura R$ 40 bilhões em irregularidades.
O Que Está em Jogo
- O relatório final tem cerca de 5 mil páginas e aponta irregularidades de até R$ 40 bilhões
- 228 pessoas serão indiciadas, incluindo altos escalões de diferentes governos
- O filho de Lula, Lulinho, consta na lista de indiciados
- A comissão deve entregar o relatório até sábado (28), prazo máximo imposto pelo STF
- Parlamentares da oposição acusam o governo de usar o STF para blindar as investigações
Base Governista na Defensiva
Parlamentares da oposição foram ainda mais diretos ao acusar a base governista de obstruir os trabalhos. Casos como a investigação do ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e a tentativa de inclusão de Lulinho na lista de investigados dominaram os debates.
A sessão, prevista para durar cerca de cinco horas, pode se estender até o dia seguinte. O Brasil acompanha ao vivo o desfecho de uma das maiores investigações de desvio de verba de aposentados da história do país.
Fontes: Gazeta do Povo, CNN Brasil, G1 Globo