🚢 IRÃ LIBERA NAVIOS HUMANITÁRIOS EM ORMUZ — MAS ATACA CARGUEIRO LIGADO A ISRAEL: Recuo Parcial no Limite do Ultimato de Trump
Com o prazo de 48 horas de Donald Trump expirando, o Irã fez um recuo parcial: autorizou neste sábado (4) a passagem de embarcações que transportam bens essenciais e ajuda humanitária pelo Estreito de Ormuz. O anúncio foi feito pelo ministro da Agricultura iraniano, Homan Fathi, em carta à agência Tasnim, pedindo a lista de navios prontos para atravessar o estreito estratégico, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo.
A concessão, no entanto, não acalmou as águas do conflito. Horas antes do anúncio, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) alegou ter atacado o cargueiro MSC Ishkiya — que navega sob bandeira da Libéria — afirmando que a embarcação teria ligações com Israel. O incidente reforça o padrão iraniano de usar o bloqueio de Ormuz como arma de pressão seletiva: fecha para o comércio em geral, mas ataca alvos ligados ao inimigo declarado.
Trump, que havia lançado o ultimato após o abate de um caça militar americano pelo Irã, mantém a pressão. O presidente americano afirmou que o prazo do Irã está “se esgotando” e ameaçou destruir infraestrutura energética iraniana caso Ormuz não seja reaberto integralmente. A decisão de liberar apenas navios humanitários é lida por analistas como uma tentativa de Teerã de ganhar tempo sem provocar um ataque americano direto, enquanto as negociações sobre o programa nuclear iraniano seguem em curso.
O que está em jogo
- O piloto americano abatido pelo Irã ainda está desaparecido — caso que elevou drasticamente as tensões
- Israel bombardeou usinas siderúrgicas e petroquímicas iranianas nos últimos dias
- O petróleo segue em alta global, com impacto direto sobre o empreendedor e o trabalhador que pagam combustível no Brasil
- Qualquer ataque americano à infraestrutura iraniana pode desencadear resposta contra bases dos EUA na região