🚛 GREVE DOS CAMINHONEIROS CONFIRMADA PARA AMANHÃ: SC anuncia paralisação ao meio-dia e categoria pressiona governo com diesel nas alturas
A greve nacional dos caminhoneiros ganha contornos concretos: associações e sindicatos de Santa Catarina confirmaram que cruzarão os braços a partir do meio-dia de quinta-feira (19), e uma nova assembleia geral foi convocada para as 16h em Santos (SP) para definir adesão de mais entidades.
O que está confirmado
- O Sinditac (Sindicato dos Transportadores de Navegantes/SC) confirmou paralisação a partir de quinta-feira.
- A ANTC (Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga, com sede em Itajaí/SC) anunciou manifestação nacional a partir do meio-dia desta quinta.
- A Abrava e o Sindicam (Santos/SP) mantêm o movimento ativo e esperam mais adesões.
- Uma assembleia geral ocorre nesta quinta às 16h em Santos para consolidar a paralisação.
Por que os caminhoneiros estão em greve?
O principal estopim é a disparada do preço do diesel, que subiu até 17,45% no Piauí e em média 7,72% nacionalmente em apenas uma semana. A causa: a guerra entre Estados Unidos e Irã, iniciada no fim de fevereiro, levou ao fechamento do Estreito de Ormuz — rota de 20% do petróleo mundial —, derrubando a oferta global e disparando os preços.
Além da alta dos combustíveis, caminhoneiros denunciam que empresas transportadoras continuam pagando fretes abaixo do piso legal, fazendo com que o trabalhador autônomo absorva todo o custo do aumento.
O governo cedeu… mas não o suficiente
O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou medidas de fiscalização e penalização de empresas que descumprem o piso do frete. A proposta foi insuficiente para encerrar o movimento: a reunião desta quarta-feira em Santos terminou sem consenso, e as entidades mais radicais mantiveram a data de greve.
O governo Lula estuda ainda uma compensação bilionária de ICMS aos estados para tentar segurar os preços dos combustíveis, mas Estados têm resistido.
Risco de desabastecimento
A greve de 2018 durou 10 dias e gerou desabastecimento nacional. Com a dependência logística do Brasil no transporte rodoviário, uma nova paralisação pode impactar supermercados, postos de combustível e indústrias em poucos dias.
Fontes: Gazeta do Povo, CNN Brasil, G1 Globo