A iminente greve nacional dos caminhoneiros não acontecerá nesta quinta-feira (19) — ao menos não ainda. As lideranças da categoria decidiram suspender a decisão e aguardar a publicação do instrumento normativo prometido pelo governo federal antes de anunciar uma paralisação.
O Que Decidiu a Categoria?
Após reunião realizada nesta quarta-feira (18) em Santos, o presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (ABCAM), Wallace Landim, o “Chorão”, confirmou a posição: só após a formalização das medidas será possível avaliar se as demandas foram atendidas.
- Piso mínimo do frete: Categoria exige cumprimento efetivo
- Fiscalização: Governo prometeu reforço pelo ministro Renan Filho (Transportes)
- Diesel: Caminhoneiros querem redução de preços — governo ofereceu subsídio parcial, mas estados resistem
- Pedágios: Mudanças na política de cobranças também são exigidas
Próximo Passo
Após a publicação da norma pelo governo, as lideranças se reunirão novamente nesta quinta-feira (19) para decidir se as medidas atendem às demandas ou se haverá mobilização nacional. A possibilidade de greve não está descartada.
O Contexto
A ameaça de paralisação surgiu após o reajuste nos preços do combustível pela Petrobras. A Gazeta do Povo revelou que o governo Lula aposta em denúncias, Procons e compensação bilionária aos estados para conter a alta dos preços dos combustíveis — uma estratégia que os caminhoneiros consideram insuficiente.
O Copom cortou a Selic para 14,75% nesta mesma quarta, mas analistas avaliam que o corte de 0,25% é insuficiente para reverter o quadro econômico que pressiona o setor.
Fontes: CNN Brasil, Gazeta do Povo (18/03/2026)