🚚 GREVE SUSPENSA, PROBLEMA MANTIDO: Caminhoneiros Aceitam MP de Lula, mas Ameaça Segue de Pé até o Dia 26
Os caminhoneiros suspenderam a greve após o presidente Lula assinar uma Medida Provisória com ajustes no preço do diesel, mas a categoria deixou claro: o prazo final é 26 de março. Se o governo não cumprir o que prometeu, as estradas voltam a fechar. A suspensão foi estratégica — não foi satisfação. O trabalhador do volante conhece o histórico de promessas do PT que viram pó depois que as câmeras se apagam.
O núcleo do problema continua intocado. Lula pediu “sacrifício” aos governadores para reduzir o ICMS do diesel, mas o Confaz já negou essa proposta anteriormente. O governo federal quer aparecer como herói sem pagar a conta — empurrando o custo para os estados e, no fim, para o bolso do cidadão no preço dos alimentos e das mercadorias. A MP assinada às pressas é mais um remendo político do que uma solução estrutural para a crise de custos que afoga o transportador brasileiro.
A categoria do transporte rodoviário movimenta mais de 60% da carga do Brasil. Quando o caminhoneiro para, o país para. E os trabalhadores que vivem da estrada estão cada vez mais organizados e conscientes de que o governo Lula não tem interesse real em resolver a equação do combustível enquanto a Petrobras serve de caixa político. O dia 26 será o termômetro: ou o governo entrega, ou o Brasil volta a sentir nas prateleiras o peso de uma categoria que não aceita mais migalhas.