🚂 TRANSNORDESTINA: QUASE 20 ANOS DE PROMESSA, R$ 15 BILHÕES GASTOS E OBRA AINDA NÃO ACABOU — Lula admite que andou ‘muito pouco’
Prometida na primeira campanha eleitoral de Lula, a Ferrovia Transnordestina completa quase duas décadas de obras inacabadas. São R$ 15 bilhões previstos em investimentos, cerca de R$ 11,3 bilhões já gastos, 71% de avanço físico — e conclusão prometida apenas para 2028. O próprio presidente reconheceu, durante visita à obra em 2025, que a ferrovia deveria ter ficado pronta em 2012 e que “andou muito pouco” nos anos seguintes. Ninguém foi responsabilizado.
O que é e por que importa
A Transnordestina foi projetada para ligar regiões produtoras do interior nordestino ao Porto do Pecém, no Ceará — 1.206 quilômetros de trilhos passando por 53 municípios. O objetivo era reduzir a dependência do modal rodoviário, baratear o escoamento de grãos, fertilizantes e minérios e fortalecer a competitividade do agronegócio regional. Uma obra estratégica para o empreendedor e o produtor rural nordestino, que segue esperando há quase vinte anos.
R$ 15 bilhões e ninguém responde pelo atraso
As obras passaram por sucessivas paralisações ao longo dos governos petistas — justamente os que prometeram entregá-la. A Gazeta do Povo questionou o Ministério dos Transportes sobre quem responde pelos quase 20 anos de atraso. O ministério não respondeu. A concessão foi formalizada em 2014 por 30 anos, trilhos vieram da China e chegaram ao Porto do Pecém em fevereiro de 2026. Alguns trechos iniciaram operação experimental desde dezembro de 2025 com cargas de milho, sorgo e calcário. Mas a ferrovia completa, que deveria ter transformado o Nordeste, ainda é promessa — agora para 2028, se o cronograma for cumprido.
O padrão Lula de obras
A Transnordestina não é um caso isolado. É o padrão: obras faraônicas anunciadas com pompa, bilhões do contribuinte comprometidos, prazos sistematicamente descumpridos e nenhuma responsabilização. O trabalhador nordestino paga os impostos que financiam a ferrovia que ele ainda não pode usar. Enquanto isso, o governo celebra a chegada de trilhos chineses como se fosse uma conquista. Vinte anos depois do primeiro anúncio, ainda falta muito para o Nordeste ter a infraestrutura que merece.