O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), confirmou nesta quinta-feira (26) que foi “muito difícil” a decisão de desistir de disputar a Presidência da República em 2026. A desistência, anunciada na segunda-feira (23), reorganiza completamente o cenário da direita para o pleito.
A decisão de Ratinho Jr
Em declarações desta quinta, Ratinho Jr revelou os bastidores da decisão: “O PSD tinha três nomes que estavam sendo analisados. Eu estava muito animado em poder ser uma opção para o brasileiro”, disse o governador, citando fatores políticos, familiares e o compromisso com o mandato no Paraná.
“Eu fiz esse compromisso com os paranaenses. Tudo isso pesou bastante”, afirmou. O governador também sinalizou preocupação com interferências nacionais em seu estado: “Eu tenho muito medo que as brigas de Brasília venham atrapalhar o Paraná. Minha função é fazer um escudo disso e proteger o paranaense.”
Impacto no cenário eleitoral
Com a saída de Ratinho Jr, o PSD tem agora dois nomes em disputa pela candidatura presidencial:
- Ronaldo Caiado — governador de Goiás, perfil mais alinhado à direita conservadora
- Eduardo Leite — governador do Rio Grande do Sul, candidato do grupo mais moderado do partido
Segundo o presidente do PSD, Gilberto Kassab, a decisão sobre o candidato será anunciada até o dia 31 de março — em poucos dias. Eduardo Leite sinalizou que, se não for escolhido, permanecerá no governo gaúcho até o fim do mandato, descartando candidatura ao Senado.
Moro rompe com Ratinho no Paraná
A desistência de Ratinho Jr também tem efeitos no Paraná: Sergio Moro formalizou sua filiação ao PL e encabeçará chapa com Felipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) para o Senado, rompendo com o PSD paranaense. Flávio Bolsonaro, pré-candidato pelo PL à presidência, já declarou apoio a Moro no estado.
Análise
A corrida presidencial da direita segue em aberto. Com Ratinho Jr fora, Caiado e Eduardo Leite disputam o coração do PSD — e a escolha do partido pode definir o bloco que se formará para enfrentar Lula em 2026. O prazo curto de apenas cinco dias para a decisão indica que as negociações nos bastidores já estão avançadas.
Fontes: Jovem Pan, G1, Correio Braziliense — 26/03/2026