O PT definiu sua estratégia para o Rio Grande do Sul em 2026: o partido vai apoiar Juliana Brizola, do PDT, na disputa pelo governo estadual. A decisão foi tomada pela direção nacional petista e representa uma tentativa de unir a esquerda gaúcha em torno de um nome que carrega um sobrenome historicamente relevante no estado — mas que enfrenta a resistência crescente de uma população que, nas últimas eleições, preferiu nomes mais alinhados ao campo conservador.
A escolha é politicamente calculada. O PT sabe que não tem, por conta própria, força suficiente para vencer no Rio Grande do Sul — estado que vem demonstrando inclinação cada vez mais clara para a direita. Ao embarcar na candidatura de Brizola, o partido tenta aproveitar a tradição do nome PDT no estado enquanto evita desgastar uma candidatura própria que teria poucas chances de ir ao segundo turno.
Do outro lado, a direita gaúcha chega a 2026 fortalecida. O atual governador Eduardo Leite (PSDB) se consolida como favorito à reeleição, enquanto o campo conservador em âmbito nacional — liderado pelo PL de Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas — cresce em estrutura e financiamento. A tentativa petista de costurar uma aliança em torno de Juliana Brizola será testada nas urnas: o eleitor gaúcho, que passou por tragédias climáticas e viu o governo federal tratar o estado como moeda de troca política, tem memória longa.
O cenário para 2026 no RS
- PT determina apoio a Juliana Brizola (PDT) para o governo do RS
- Estratégia visa unir esquerda em estado que pende para o campo conservador
- Eduardo Leite aparece como favorito à reeleição nas pesquisas mais recentes
- Direita nacional cresce em estrutura e presença no estado gaúcho
- Eleitor do RS deve cobrar postura do governo Lula durante as enchentes de 2024
A eleição de 2026 no Rio Grande do Sul promete ser uma das mais disputadas do país. E o eleitor gaúcho já deixou claro que não esquece.