🕺 FLÁVIO ABANDONA FUNK DO 01: Senador Tenta ‘Bolsonarismo Light’ para Conquistar Jovens e Centro — Direita Rejeita
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) está mudando de estratégia. Após polêmicas com o “Funk do 01” e o uso de linguagem neutra (“todes”), a equipe do pré-candidato à presidência decidiu abandonar táticas que geraram rejeição na própria base conservadora.
A Estratégia do “Bolsonarismo Light”
Nos bastidores da pré-campanha, o projeto é chamado de “bolsonarismo light”: manter os votos da direita consolidada enquanto avança entre indecisos, centro e jovens. A avaliação do entorno de Flávio é que os eleitores ultraconservadores “já estão garantidos” — e que o caminho para vencer Lula passa justamente por esse público intermediário.
Para isso, Flávio tinha adotado duas estratégias que causaram tiro pela culatra:
- Funk do 01: O senador foi filmado pulando e dançando em eventos de campanha com a música. A repercussão negativa da direita foi imediata — o jingle será abandonado.
- Linguagem neutra (“todes”): Em publicação nas redes, Flávio escreveu “todas, todos, todes, todys e todoXs” e gerou revolta entre bolsonaristas mais radicais.
A Aposta nos Jovens
O público jovem é especialmente cobiçado. Em pesquisas recentes, 3 em cada 4 jovens de até 24 anos desaprovam o governo Lula. A geração Z cresceu com o PT no poder e não enxerga o partido como “mudança”. A direita, mais à vontade na internet, vê potencial para capturar essa fatia do eleitorado.
Dificuldades com o Centrão
Enquanto tenta suavizar a imagem, Flávio também enfrenta obstáculos nas articulações partidárias. O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, classificou reunião com o senador como “boa, mas inconclusiva”, sem definição de apoio. O Republicanos caminha para neutralidade no primeiro turno, liberando diretórios estaduais para decidirem por conta própria.
O vice da chapa também segue indefinido. Os nomes mais cotados são Tereza Cristina (MDB) e Romeu Zema (Novo/MG) — mas ambos têm entraves: Zema avalia candidatura própria e Tereza não demonstrou disposição clara para compor como número 2.
O Contexto Eleitoral
A última pesquisa AtlasIntel (18-23 de março, 5.028 entrevistados) mostrou empate técnico entre Flávio (47,6%) e Lula (46,6%) no segundo turno, dentro da margem de erro. O combustível caro pressiona o governo e o cenário econômico beneficia a oposição — mas Flávio ainda precisa consolidar alianças para transformar potencial em votos.
Fontes: Jovem Pan, Gazeta do Povo