🕵️ VORCARO TROCA DE ADVOGADO: Juca Lima — o mesmo que defendeu Dirceu no mensalão e Braga Netto — assume o caso no STF
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ganhou um novo rosto na sua defesa no Supremo Tribunal Federal (STF): o criminalista José Luís Mendes de Oliveira Lima, conhecido como Juca Lima. O advogado anterior, Pierpaolo Bottini, anunciou na última sexta-feira (13) que deixa o caso por razões pessoais.
O nome do novo defensor não é desconhecido dos corredores do STF. Juca Lima foi o advogado de José Dirceu no escândalo do mensalão e também de Braga Netto na ação que resultou na condenação do general e do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Além disso, atuou na delação premiada de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, na Operação Lava Jato — o que acende a luz amarela para quem teme que Vorcaro abra o jogo.
Delação ou estratégia defensiva?
A troca ocorre logo após a Segunda Turma do STF, por maioria, confirmar a prisão de Vorcaro. Os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques votaram pela manutenção da custódia. A presença de Juca Lima, com histórico em acordos de colaboração, alimentou a especulação sobre uma possível delação premiada.
O novo advogado foi cauteloso e disse que ainda precisa estudar o caso. Parte dos juristas vê a delação como improvável: o argumento é que o mecanismo serve para desmantelar lideranças criminosas — e Vorcaro já é apontado como líder do esquema. Mas o que mantém todos de olho aberto é o conteúdo do celular do empresário, que teria registros de contato com os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta.
O que está em jogo
O caso Master movimenta bilhões de reais, envolve alegações de fraude no sistema bancário e conexões com figuras do primeiro escalão do governo e do STF. Enquanto a CPMI do INSS aperta o cerco sobre os negócios de Vorcaro — incluindo um resort que liga o empresário ao ministro Toffoli —, a escolha de um criminalista com expertise em delações pode sinalizar que o banqueiro avalia todos os caminhos possíveis para reduzir sua pena.