🕊️ CHINA E PAQUISTÃO LANÇAM PLANO DE 5 PONTOS PARA CESSAR-FOGO NO IRÃ: Proposta Pede Fim Imediato dos Ataques e Reabertura de Ormuz — EUA e Israel Ainda Não Responderam
Em meio ao caos da guerra no Oriente Médio — com Trump ameaçando “devolver o Irã à Idade da Pedra” e Teerã prometendo lutar até a “rendição total do inimigo” — China e Paquistão apresentaram nesta semana uma proposta formal de cinco pontos para um cessar-fogo imediato, que pode representar a primeira saída diplomática real para o conflito iniciado em 28 de fevereiro.
O Plano de 5 Pontos: O Que Propõe
A iniciativa foi lançada em 31 de março, após o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, se reunir em Pequim com o chanceler chinês Wang Yi. Os dois países divulgaram um comunicado conjunto com os seguintes pontos:
- 1. Cessar-fogo imediato — todas as partes devem suspender as hostilidades militares de forma urgente;
- 2. Início de negociações de paz o quanto antes — com compromisso de resolução pacífica dos conflitos;
- 3. Proteção de civis e infraestrutura não-militar — incluindo instalações de energia, dessalinização e usinas nucleares civis;
- 4. Reabertura do Estreito de Ormuz — com restauração da “passagem normal” de navios pela via marítima, rejeitando implicitamente o sistema de pedágios imposto pelo Irã;
- 5. Multilateralismo e papel da ONU — apoio à conclusão de um acordo de paz abrangente com base na Carta das Nações Unidas e no direito internacional.
O plano é considerado histórico por ser a primeira vez que uma grande potência global apresentou formalmente uma via para encerrar o conflito, segundo o Middle East Eye.
Por Que China e Paquistão?
O Paquistão emerge como mediador natural por compartilhar cerca de 900 km de fronteira com o Irã e manter boas relações tanto com Teerã quanto com Washington. Islamabad não quer instabilidade no país vizinho nem um novo fluxo de refugiados. Além disso, o país tem peso geopolítico por possuir arsenal nuclear.
Já a China tem interesse econômico direto: é o maior comprador de petróleo do Irã e da Arábia Saudita. A guerra elevou o barril de petróleo acima de US$ 108, ameaçando a economia chinesa. Segundo diplomatas árabes ouvidos pelo Middle East Eye, Teerã enxerga Pequim como o possível garantidor de qualquer acordo de paz com os EUA.
EUA e Israel Ainda Não Responderam
Até o momento desta publicação, Washington e Tel Aviv não se manifestaram oficialmente sobre o plano. Trump, em seu pronunciamento de 1º de abril, afirmou que os objetivos militares dos EUA estão “quase concluídos” e recusou qualquer prazo de cessar-fogo, chegando a ameaçar atacar a infraestrutura de energia iraniana nas próximas semanas.
O Irã também ainda não respondeu formalmente — mas o porta-voz das Forças Armadas iranianas declarou nesta quinta (2) que o país continuará a guerra “até a rendição e o arrependimento permanente do inimigo”, prometendo “ataques mais devastadores” contra EUA e Israel.
O Contexto: Guerra em sua 5ª Semana
A operação “Fúria Épica”, lançada conjuntamente por EUA e Israel em 28 de fevereiro, já dura 33 dias. O barril de petróleo ultrapassou os US$ 108 nesta quinta-feira após um míssil iraniano atingir um petroleiro da QatarEnergy. O Estreito de Ormuz permanece bloqueado, afetando o fornecimento de energia para Europa, Ásia e parte dos emergentes.
No Brasil, o impacto é direto: a Petrobras já reajustou o querosene de aviação em mais de 50%, e especialistas projetam alta de até 20% nas passagens aéreas.
Fontes: O Globo (Guga Chacra), Middle East Eye, The Guardian, G1, Times Now News