🔴 JULGAMENTO DE VORCARO COMEÇA AMANHÃ NO STF: Defesa aposta em Gilmar e Kassio para soltar banqueiro — empate pode definir destino do dono do Master
O Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta sexta-feira (13) a julgar a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde o dia 4 de março por determinação do ministro André Mendonça. O julgamento ocorre no plenário virtual — sem debates presenciais — e pode resultar na soltura ou manutenção do dono do Banco Master atrás das grades.
Quem vota?
Com Dias Toffoli suspeito e fora do julgamento (ele admitiu “motivo de foro íntimo” — leia-se: amizade com Vorcaro), votarão quatro ministros da Segunda Turma:
- André Mendonça (relator) — já se posicionou pela manutenção da prisão, alegando “risco concreto de interferência nas investigações”
- Luiz Fux — deve acompanhar Mendonça
- Gilmar Mendes — aposta da defesa pelo perfil garantista
- Kassio Nunes Marques — segunda aposta da defesa; também garantista
A estratégia da defesa
Os advogados de Vorcaro apostam que Gilmar e Kassio são suficientes para mudar o placar. Como Toffoli está fora, dois votos favoráveis já bastam para transferir o banqueiro para prisão domiciliar — seria um empate 2 a 2, que favorece o réu.
A tese da defesa é que a Procuradoria-Geral da República (PGR) divergiu da PF ao negar que existe contemporaneidade suficiente para justificar a preventiva — ou seja, os riscos apontados por Mendonça seriam antigos e já não representariam ameaça real às investigações.
O que está em jogo
O resultado do julgamento impacta diretamente a possibilidade de Vorcaro fechar um acordo de delação premiada. Preso, o banqueiro teria mais pressão para colaborar — e suas revelações podem envolver figuras políticas de primeiro escalão.
Enquanto isso, a CPMI do INSS recebeu 400 gigabytes de dados telemáticos do celular de Vorcaro, que serão analisados em sala-cofre no Senado a partir desta sexta-feira, com acesso restrito a parlamentares.
Toffoli suspeito: manobra ou coincidência?
A declaração de suspeição de Toffoli foi comemorada pela defesa de Vorcaro — o ministro era considerado o principal aliado do banqueiro no STF. Ao sair do julgamento, abriu espaço para um placar mais favorável à soltura. Para críticos, a manobra serviu para preservar Toffoli politicamente enquanto beneficia o amigo indiretamente.
Fontes: Gazeta do Povo, CNN Brasil