🔨 EDUARDO LEITE PROPÕE REFORMA DO STF: Ministros só a partir dos 60 anos e mandato máximo de 15 anos
Num sinal claro de que o escândalo do Banco Master está redesenhando o mapa político de 2026, o governador gaúcho Eduardo Leite (PSD) veio a público nesta quinta-feira, 12, defender uma reforma profunda do Supremo Tribunal Federal. As declarações foram feitas em encontro com representantes de entidades privadas da saúde em São Paulo e pegaram o debate político de surpresa pela contundência.
A proposta concreta
Leite defende que um ministro do STF só possa ser indicado a partir dos 60 anos de idade — garantindo que a cadeira coroe uma carreira jurídica brilhante, e não que se torne trampolim para o “sucesso” de escritórios de familiares. Além disso, propõe um mandato máximo de 15 anos, em vez do atual cargo vitalício que se estende até os 75 anos. A proposta é direta: menos poder concentrado, mais equilíbrio entre as instituições da República.
O contexto que motivou a fala
A crise de credibilidade do STF atingiu níveis históricos após os nomes dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli serem citados nas investigações do escândalo Master. Moraes pelo episódio da festa de R$ 3 milhões em Londres paga com cartões do banco; Toffoli pela suspeição formal que o tirou do julgamento de Vorcaro. Para Leite, crises como essa deixam o país “imobilizado” e exigem respostas com “serenidade” e “firmeza”.
O quadro para 2026
Ao lado de Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior, Eduardo Leite é um dos nomes cotados pelo PSD para disputar o Palácio do Planalto. A sigla de Gilberto Kassab anuncia sua decisão até 31 de março. Ao entrar no debate da reforma do STF, Leite posiciona o PSD como força de centro com agenda institucional — diferenciando-se do PT de Lula e disputando espaço com a direita liderada pela família Bolsonaro. O cidadão brasileiro, que vê na Corte um tribunal cada vez mais político e menos jurídico, pode se tornar o árbitro decisivo nesse debate em outubro.