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POLíTICA

🔥 IRÃ DESAFIA TRUMP: ‘A Guerra Continuará até a Rendição do Inimigo’ — Forças Armadas Iranianas Respondem a Ameaças de Novos Ataques e Petróleo Dispara Para US$ 106

🔥 IRÃ DESAFIA TRUMP: ‘A Guerra Continuará até a Rendição do Inimigo’ — Forças Armadas Iranianas Respondem a Ameaças de Novos Ataques e Petróleo Dispara Para US$ 106

O porta-voz do Comando das Forças Armadas do Irã, Ebrahim Zolfaqari, declarou nesta quinta-feira (2) que a guerra contra os Estados Unidos e Israel vai continuar até a ‘rendição e o arrependimento permanente do inimigo’. A resposta veio horas após o presidente Donald Trump prometer, em pronunciamento nacional em rede de TV, ampliar os ataques ao Irã nas próximas duas ou três semanas — e ameaçar destruir usinas de energia do país. O barril de petróleo disparou e ultrapassou US$ 106, agravando o custo de vida em todo o mundo.

Irã Rejeita Ameaças de Trump e Promete ‘Ações Mais Destrutivas’

Em resposta direta ao discurso de Trump, o porta-voz militar iraniano Zolfaqari afirmou que as avaliações dos EUA e de Israel sobre as capacidades do Irã eram “incompletas”. Além de recusar qualquer rendição, o alto oficial ameaçou com “ações mais esmagadoras, amplas e destrutivas” contra Israel e as forças americanas na região. O conflito, iniciado há 32 dias, mostra nenhum sinal de recuo pelo lado iraniano — o que contradiz a narrativa do governo americano de que o regime está “essencialmente dizimado”.

Trump: ‘Vamos Levá-los de Volta à Idade da Pedra’

No pronunciamento de quase 20 minutos — o primeiro discurso nacional de Trump desde o início da guerra — o presidente americano afirmou que os EUA estão “desmantelando sistematicamente” a defesa iraniana. Entre os pontos principais do discurso:

  • Prazo para encerrar a guerra: Trump prometeu “terminar o trabalho logo”, sem data específica
  • Ameaça às usinas de energia: caso não haja acordo, os EUA atacarão a infraestrutura elétrica do Irã
  • Troca de regime: afirmou não ter sido o objetivo, mas reconheceu que ocorreu com a morte dos líderes iranianos originais
  • Estreito de Ormuz: lavou as mãos e disse que países europeus que dependem do petróleo do Golfo devem cuidar da passagem sozinhos
  • OTAN: Trump disse estar “absolutamente considerando” retirar os EUA da aliança por falta de apoio no conflito

Petróleo a US$ 106: Impacto no Brasil e no Mundo

O barril de petróleo Brent ultrapassou US$ 106 após o discurso de Trump — reflexo direto do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde passavam até 20% das exportações globais de petróleo. Para o Brasil, o impacto é imediato: o preço do querosene de aviação subiu 55%, e especialistas alertam que as passagens aéreas podem encarecer até 20%. O combustível mais caro pressiona a inflação brasileira, que já acumula 3,9% nos últimos 12 meses — acima da meta.

Presidente Iraniano Escreve ao Povo Americano

Antes do pronunciamento de Trump, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian enviou uma carta inédita ao “povo norte-americano” afirmando que o Irã “não nutre inimizade” com os cidadãos dos EUA. Na carta — a primeira comunicação direta do governo iraniano à população americana desde o início do conflito — Pezeshkian acusou Trump de agir como “representante de Israel” e alertou que ele está disposto a lutar “até o último soldado americano”. A tentativa é claramente dividir a opinião pública americana, em meio a pesquisas que mostram 60% dos eleitores dos EUA contrários à guerra.

Guerra Impopular nos EUA — e Trump na Pior Aprovação

A guerra contra o Irã é amplamente rejeitada pelo eleitor americano. Uma pesquisa Reuters/Ipsos de 27 a 29 de março mostrou que 60% dos americanos desaprovam o conflito, e 66% querem que os EUA encerrem seu envolvimento rapidamente. Trump enfrenta sua pior aprovação desde o início do segundo mandato — com apenas um terço de aprovação. Para o campo conservador brasileiro, o desgaste de Trump na guerra é um alerta: a escalada militar no Irã está custando politicamente a aliança mais importante para o projeto de Flávio Bolsonaro em 2026.

Fontes: G1/Globo, Jovem Pan, Gazeta do Povo (02/04/2026)

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