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POLíTICA

🔥 GILMAR MENDES LIDERA BLINDAGEM: Ministro do STF Ameaçou Investigar Delegado da PF por Abuso de Autoridade Caso Delação de Vorcaro Atinja Colegas

🔥 GILMAR MENDES LIDERA BLINDAGEM: Ministro do STF Ameaçou Investigar Delegado da PF por Abuso de Autoridade Caso Delação de Vorcaro Atinja Colegas

O ministro Gilmar Mendes pode ser o principal articulador da operação dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) para anular qualquer delação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que envolva os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. A análise detalhada da Gazeta do Povo, publicada nesta sexta-feira (20), revela que Gilmar foi o mais eloquente defensor do precedente Sérgio Cabral — e chegou a ameaçar investigar o próprio delegado da PF por abuso de autoridade.

O Precedente Cabral e a Arma Jurídica

Em 2021, o STF anulou por 7 votos a 4 a delação do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, depois que ele envolveu o ministro Toffoli em acusações de recebimento de propina. O principal argumento foi o de que a PF não poderia firmar acordo sem anuência da PGR e que o colaborador agiria de má-fé.

Agora, interlocutores de ministros do STF apontam esse mesmo precedente como a arma jurídica para abortar a delação de Vorcaro caso o banqueiro envolva Moraes e Toffoli. O risco é claro: se o STF anular a delação, Vorcaro perde todos os benefícios do acordo e pode ser condenado sem qualquer redução de pena.

O Que Gilmar Disse

No julgamento de 2021, Gilmar Mendes foi o ministro mais agressivo. Além de votar pela anulação da delação de Cabral, ele afirmou que o delegado responsável pelo acordo deveria ser investigado por abuso de autoridade:

  • Acusou o colaborador e o delegado de agir com “dolo específico de prejudicar a imagem e reputação de ministro desta Corte”
  • Defendeu que as provas entregues por Cabral deveriam ser anuladas
  • Sugeriu que o vazamento à imprensa das citações a Toffoli reforçava a ilicitude da investigação

No caso Vorcaro, a situação é ainda mais delicada: a PF já tem provas dos celulares do banqueiro mostrando reuniões privadas e contratos milionários com Moraes e Toffoli. Anular a delação não eliminaria essas provas — mas poderia inviabilizar qualquer investigação formal contra os ministros.

O Papel do PGR Paulo Gonet

Outro fator crucial é a posição do procurador-geral da República, Paulo Gonet, escolhido pelo presidente Lula em 2023 com forte influência de Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Dentro do STF, é dado como certo que Gonet se oporia a qualquer investigação formal sobre os ministros, o que tornaria qualquer inquérito praticamente inviável — já que a abertura de investigação contra autoridades com foro privilegiado no STF depende de pedido formal da PGR.

Os Valores em Jogo

As suspeitas da PF sobre as relações de Vorcaro com os ministros incluem:

  • Toffoli: compra de fatia de um resort pelo banqueiro
  • Moraes: contratação da esposa advogada por R$ 129 milhões

Vorcaro assinou acordo de confidencialidade e iniciou as negociações de delação após ser transferido, a pedido da defesa, para a superintendência da PF em Brasília na quinta-feira (19). O relator André Mendonça autorizou a mudança — mas o acordo final ainda envolverá a PGR, que pode ser o obstáculo definitivo.

Fontes: Gazeta do Povo, Jovem Pan

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