🔥 DIRCEU QUEBRA TABU: Ex-ministro do PT admite que ministros do STF podem sofrer impeachment — “É um dever do Senado”
Em declaração explosiva que provocou comoção no campo político, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) admitiu nesta quinta-feira (12) que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) podem ser alvo de impeachment — e afirmou que seria um “dever” dos senadores agir caso crimes sejam comprovados.
O que Dirceu disse
Em entrevista à CNN Brasil, Dirceu foi categórico:
“Se algum ministro do STF cometeu, e for comprovado no devido processo legal, um crime que pode levá-lo a impeachment, isso é um dever de todo cidadão, de todo parlamentar que tem o poder para tanto, que é o Senado da República, de tomar as devidas medidas.”
A declaração rompe com o discurso tradicional da esquerda de defesa incondicional da Corte e ocorre em meio ao escândalo do Banco Master, que revelou laços estreitos do banqueiro Daniel Vorcaro com os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Por que isso importa
- Dirceu é um dos nomes históricos mais influentes do PT e do campo progressista
- Sua admissão sinaliza que até dentro da esquerda o STF perdeu credibilidade
- O presidente do PT, Edinho Silva, também admitiu na semana passada a necessidade de “reforma institucional”
- O presidente do STF, Edson Fachin, tenta recuperar a imagem da Corte com um novo código de ética
Contexto: o escândalo que não para
As revelações do celular de Vorcaro, preso preventivamente pelo ministro André Mendonça, expuseram mensagens íntimas e contratos que demonstram proximidade suspeita entre o banqueiro e integrantes da cúpula do poder. Toffoli já se declarou suspeito em três processos ligados ao escândalo Master.
Paralelamente, o STF começa amanhã (13) o julgamento virtual que pode revogar a prisão preventiva de Vorcaro — placar incerto com quatro ministros votando.
A cautela de Dirceu
O ex-ministro, no entanto, fez uma ressalva estratégica: afirmou que tornar o impeachment do STF a principal bandeira eleitoral pode frustrar os planos da direita de conquistar maioria no Senado em 2026, pois desviaria a atenção de temas mais amplos.
Fontes: CNN Brasil, Gazeta do Povo (12/03/2026)