🔥 CPMI DO INSS: LINDBERGH CHAMA RELATOR DE ESTUPRADOR E PROTOCOLA NOTÍCIA-CRIME — Gaspar Reage, Chama PT de Bandido e Sessão Vira Caos
A sessão final da CPMI do INSS virou um campo de batalha nesta sexta-feira (27): o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) chamou o relator Alfredo Gaspar (União-AL) de “estuprador” durante a leitura do relatório final, gerando um bate-boca histórico que parou os trabalhos da comissão.
O QUE ACONTECEU
O relator Alfredo Gaspar iniciou a leitura do relatório final — que propõe o indiciamento de 228 pessoas, incluindo Lulinho, Vorcaro, parlamentares e líderes de sindicatos — e decidiu resgatar um trecho de declaração explosiva do ministro Luís Roberto Barroso contra o próprio colega Gilmar Mendes. A leitura foi aplaudida pela oposição.
Irritado, Lindbergh Farias interrompeu a sessão gritando: “Isso aqui é um circo? É circo?”
A situação escalou rapidamente. Em meio ao tumulto, Lindbergh acusou publicamente Gaspar de ter praticado estupro de vulnerável contra uma menina de 13 anos — da qual teria resultado uma gravidez e o nascimento de uma criança —, além de supostos indícios de atuação para impedir que o caso chegasse às autoridades.
Gaspar respondeu chamando Lindbergh de “bandido” e rebateu as acusações, afirmando que “a relação em questão foi cometida por um primo” e que a paternidade foi reconhecida há 5 anos. O relator anunciou que vai processar o deputado petista e que já entrou no Conselho de Ética.
NOTÍCIA-CRIME PROTOCOLADA
Ao final da sessão, Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) protocolaram formalmente uma notícia de fato comunicando elementos que “indicam, em tese, a prática dos crimes de estupro de vulnerável e fraude processual” pelo relator Alfredo Gaspar, sem prejuízo de outros delitos conexos.
O presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), chegou a ameaçar retirar Lindbergh da sessão após o deputado chamar os parlamentares de “palhaços” ao dizer que o colegiado era “um circo”.
CONTEXTO: RELATÓRIO APROVADO COM 228 INDICIADOS
Apesar do caos, a CPMI aprovou o relatório de Gaspar. O documento recomenda:
- Indiciamento de Lulinho (filho do presidente Lula), Daniel Vorcaro, ex-ministro Carlos Lupi e outros 225 nomes;
- Prisão preventiva de Lulinho;
- Investigação de Dias Toffoli (STF) e Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, por suspeita de tráfico de influência em contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master;
- Investigação de Enrique Lewandowski, filho do ex-ministro Ricardo Lewandowski;
- Denúncia sobre “banco clandestino” com R$ 39 bilhões ligado a ex-assessor do presidente do Senado Davi Alcolumbre.
A base governista apresentou relatório paralelo propondo o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro, além de 201 pessoas, classificando Bolsonaro como “chefe do esquema”.
STF ENTERROU A CPMI — MAS NÃO IMPEDIU RELATÓRIO
Por 8 votos a 2, o STF derrubou a prorrogação da CPMI na quinta-feira (26), forçando os parlamentares a aprovarem o relatório em caráter de urgência. O ministro André Mendonça ficou vencido. O episódio motivou o deputado Nikolas Ferreira a escrever que “o STF enterrou a CPMI do INSS e a esquerda celebra a impunidade.”
Como desdobramento, senadores afirmam que a decisão do STF garante a instalação da CPI do Master — nova frente investigatória sobre o Banco Master de Daniel Vorcaro.
Fontes: G1/Globo, Jovem Pan, Gazeta do Povo