📰 GILMAR ATACA A IMPRENSA: Ministro do STF Denuncia “Frenesi Midiático” no Caso Master e Acusa Jornais de Vazar Dados Sigilosos
O ministro Gilmar Mendes usou seu voto no julgamento da prisão preventiva de Daniel Vorcaro para disparar contra setores da imprensa. Em discurso extenso, o decano do STF acusou jornais de promover o que chamou de “publicidade opressiva” e “frenesi midiático” — definidos como o julgamento antecipado de investigados pela mídia com viés condenatório, seguido da tentativa de impor ao Judiciário um “veredicto forjado” junto à opinião pública.
“É precisamente o que tem se verificado no caso concreto, em que se verifica estigmatização de investigados por certos setores da imprensa, alimentados a partir de vazamentos ilegais”, acusou Gilmar.
Jornais no centro do fogo
O ministro citou veículos como O Globo, Estadão e Metrópoles, que publicaram trechos das investigações — incluindo o contrato de R$ 129 milhões do escritório da esposa de Alexandre de Moraes com o Master e as menções a Dias Toffoli encontradas no celular de Vorcaro. Ambos os ministros negam irregularidades.
O caso mais grave apontado por Gilmar: uma reportagem do Estadão teria tido acesso a arquivos mais detalhados do que os próprios dados disponibilizados à Segunda Turma do STF, sugerindo vazamento direto e privilegiado.
O paralelo com a Lava Jato
Gilmar traçou um paralelo com a Operação Lava Jato, afirmando que setores da mídia atuaram como “assessoria de imprensa” da força-tarefa, reproduzindo narrativas manipuladas. E foi mais longe: disse que parte da imprensa não fez “mea culpa” pelos “abusos” da Lava Jato e hoje tenta deslegitimar o STF por “ressentimento”.
“Nada disso é reconhecido ou destacado por esses setores da mídia, que dão de ombros para as evidências e focam numa narrativa de deslegitimação desta Corte — talvez por ressentimento com o freio imposto aos criminosos métodos lavajatistas”, disse.
O voto de Gilmar acompanhou o relator André Mendonça na manutenção da prisão de Vorcaro — mas o recado para a imprensa foi o destaque da sessão.
Fonte: Gazeta do Povo