O desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo IBGE por meio da PNAD Contínua. O número de brasileiros sem trabalho chegou a 6,2 milhões de pessoas — um aumento de 600 mil desocupados em relação ao trimestre anterior.
Alta puxada pelo setor público
A alta foi impulsionada pelo encerramento de contratos temporários nos setores de saúde, educação e construção. O grupo que engloba administração pública, saúde e educação perdeu 696 mil postos de trabalho no período.
A coordenadora de pesquisas do IBGE, Adriana Beringuy, afirmou que o movimento é típico do início do ano, quando muitos contratos temporários do setor público chegam ao fim — padrão que se repete ano após ano sob gestões petistas.
O governo comemora, mas os números contam outra história
O governo Lula se apressou em destacar que o índice de 5,8% é o menor para um trimestre encerrado em fevereiro desde 2012. O que omite: 6,2 milhões de famílias brasileiras ainda não têm renda fixa, inflação corrói o poder de compra, e a população ocupada caiu 0,8% no confronto trimestral.
Apesar da alta no número de desocupados, o rendimento médio do trabalhador bateu novo recorde nominal de R$ 3.679 — valor que precisa ser contextualizado frente à inflação acumulada do período.
Contexto econômico
Os dados chegam em meio a pressões crescentes sobre a economia brasileira:
- Impacto das tarifas de Trump sobre exportações
- Crise no Oriente Médio elevando preço dos combustíveis
- Rombo do INSS investigado pela CPMI
- Fiscal deteriorado com gastos do governo federal
Fontes: IBGE/PNAD Contínua, Jovem Pan, Gazeta do Povo (27/03/2026)