💸 TRABALHADOR DO SETOR PRIVADO PAGA O DOBRO: Sem FGTS como Garantia, Juros de Crédito Pessoal São Duas Vezes Maiores que para Servidores
Um levantamento do Banco Central confirmou o que qualquer trabalhador da iniciativa privada já sente no bolso: sem a regulamentação do FGTS como garantia de crédito, a taxa média de juros cobrada pelos bancos para o setor privado é o dobro da registrada nos empréstimos a aposentados, pensionistas e servidores públicos. Enquanto o servidor consegue crédito a taxas subsidiadas, o trabalhador que produz riqueza no setor privado paga duas vezes mais caro para tomar um empréstimo.
A diferença tem uma explicação técnica: o crédito consignado público permite descontar a parcela direto na folha, o que reduz o risco de inadimplência. A proposta de usar o FGTS como garantia equivalente para trabalhadores privados tramita há anos no Congresso, mas encontra resistência em setores do próprio governo — que prefere manter o fundo como fonte de financiamento de políticas públicas e habitação.
O resultado é uma injustiça sistêmica: o empreendedor que abre uma empresa, o motorista que dirige para pagar o aluguel e o operário que levanta cedo todo dia pagam juros abusivos enquanto o funcionalismo público acessa crédito barato. É mais um exemplo de como o Estado brasileiro privilegia quem depende dele em detrimento de quem sustenta a máquina. A família brasileira merece tratamento igual — independente de ser servidora ou trabalhadora da iniciativa privada.