A criatividade fiscal do governo Lula não tem limite — e o trabalhador é sempre o financiador. O Executivo federal decidiu elevar o imposto sobre o cigarro como forma de compensar o subsídio ao combustível. Em outras palavras: em vez de cortar gastos, o governo cria mais um tributo e empilha sobre outro. A lógica é simples para quem está de fora do Palácio do Planalto: o brasileiro paga para fumar e paga para abastecer o carro. Agora vai pagar mais para financiar o desconto que o governo anuncia como benefício.
A Engenharia da Ilusão
O pacote de subsídios ao combustível — parte do “pacote de bondades” de R$ 403 bilhões lançado em ano eleitoral — é apresentado como alívio para as famílias. Mas o dinheiro tem origem: sai do bolso do contribuinte por outras vias. O aumento do imposto do cigarro é só mais uma peça dessa engenharia fiscal que transfere recursos de um grupo de brasileiros para outro, com o governo no meio cobrando pedágio em cada etapa.
Mais Imposto, Menos Liberdade
O empreendedor que vende cigarros, o trabalhador que fuma e o consumidor de combustível estão todos na mesma armadilha: financiam um Estado que cresce sem parar e distribui benefícios como se dinheiro público fosse infinito. Com eleições de 2026 no horizonte, o Palácio do Planalto sabe que pacotes de bondades têm mais apelo que responsabilidade fiscal. Mas a conta sempre chega — e ela vem no bolso de quem produz, trabalha e empreende neste país.