💣 CASO MASTER | 26/03/2026
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro iniciou nesta semana uma série de depoimentos à Polícia Federal no processo de pré-delação premiada. E a orientação de sua defesa é contundente: a colaboração não vai poupar ninguém — incluindo autoridades do Judiciário, com os nomes de Alexandre de Moraes e Dias Toffoli já citados nas investigações.
O que está acontecendo?
Apesar da resistência inicial de Vorcaro em falar sobre sua relação com ministros do STF, a banca de advogados que o representa tem adotado uma postura agressiva nas negociações com a PF e a PGR: apresentar o maior número possível de nomes e provas inéditas para ampliar as chances de redução de pena e benefícios efetivos.
Desde que chegou à superintendência da PF em 19 de março, Vorcaro já apontou nomes e indicou provas que corroborariam sua delação — além das evidências colhidas nas diferentes fases da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras envolvendo o agora liquidado Banco Master.
STF no centro das investigações
A movimentação incomoda bastante dentro do próprio STF. Segundo a Gazeta do Povo, há resistência tanto na PGR quanto no Supremo para que a delação avance sobre ministros da Corte.
- Dias Toffoli e Alexandre de Moraes já tiveram os nomes citados no contexto do caso
- A decisão final sobre a validade da delação cabe ao próprio STF — o que gera cautela estratégica
- Não há precedentes de ministros do STF sendo investigados a partir de delações desta natureza
Ala da PF quer ir fundo
Uma ala investigativa da PF vê na colaboração de Vorcaro uma oportunidade histórica de aprofundar a apuração sobre o esquema e suas conexões nos três Poderes. A expectativa é que o processo avance de forma célere, mas deve se estender até o período eleitoral, que começa em agosto.
O que é pré-delação?
A fase atual, chamada de pré-delação, permite que o investigado apresente informações preliminares sob sigilo, antes de formalizar o acordo definitivo. Vorcaro assinou o termo de confidencialidade na semana passada — etapa inicial obrigatória para abrir as tratativas.
“Quem delata confessa que cometeu irregularidades, mas indica quem também as praticou ou ajudou a praticar”, afirma a doutora em Direito Público Clarisse Andrade.
Fontes: Gazeta do Povo, Jovem Pan