🐍 PACHECO CAI NO COLO DE LULA: Ex-Presidente do Senado Abandona PSD e Entra no PSB para Barrar Flávio Bolsonaro em Minas — Tebet e João Campos Também na Sigla
O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco oficializou ontem (1º) sua filiação ao PSB em evento em Brasília com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e do presidente do partido, João Campos. A movimentação deixa poucas dúvidas sobre o objetivo: construir um palanque de Lula em Minas Gerais para tentar frear o avanço da candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto. Pesquisas recentes mostram Lula com 50,6% de rejeição e Flávio empatado tecnicamente em intenção de voto.
Pacheco, que presidiu o Senado por quatro anos e meio filiado ao PSD, tentou antes de tudo negociar com o União Brasil — mas a legenda está dividida entre a neutralidade e o apoio explícito a Flávio Bolsonaro, o que inviabilizou o acordo. O PSB surge como a alternativa petista para reforçar a esquerda em Minas, Estado considerado decisivo nas eleições de outubro. Além de Pacheco, a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet já se filiou ao partido, e João Campos deve deixar a prefeitura do Recife para concorrer ao governo de Pernambuco pela mesma sigla.
O senador mineiro foi cuidadoso ao não confirmar oficialmente sua candidatura ao governo de Minas, afirmando que “a decisão caberá aos agentes políticos do estado”. Mas o recado foi dado: Pacheco quer se posicionar como o nome capaz de unir o campo progressista e disputar o Palácio Tiradentes contra o candidato do campo conservador. “O PSB estará participando com um contrato para Minas Gerais num caminho diferente do atual”, declarou, numa crítica velada ao governador Romeu Zema (Novo), cujo legado fiscal é visto com admiração pelo eleitorado conservador.
O que muda na corrida presidencial
Do ponto de vista eleitoral, a entrada de Pacheco no PSB é mais uma peça no tabuleiro de Lula para tentar viabilizar a reeleição em um Estado onde a direita é historicamente forte. O chamado “Fator Zema” — a possibilidade de o ex-governador entrar na disputa como vice de Flávio Bolsonaro — preocupa o Palácio do Planalto e explica a urgência da articulação petista. O eleitor mineiro que escolheu Zema duas vezes tende a se identificar com a agenda de responsabilidade fiscal, segurança e valores conservadores — não com o projeto de Lula de ampliar Estado e aumentar impostos. A filiação de Pacheco ao PSB é a confissão implícita de que, sem Minas Gerais, Lula não se reelege.