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POLíTICA

🏦 LULA QUER LIBERAR FGTS PARA PAGAR DÍVIDAS: Com 80,4% das Famílias Endividadas, Governo Estuda Usar Fundo dos Trabalhadores como Âncora Eleitoral

🏦 LULA QUER LIBERAR FGTS PARA PAGAR DÍVIDAS: Com 80,4% das Famílias Endividadas, Governo Estuda Usar Fundo dos Trabalhadores como Âncora Eleitoral

Com o endividamento das famílias brasileiras atingindo o recorde histórico de 80,4%, o governo Lula estuda liberar o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento de dívidas, segundo informações divulgadas pelo ministro da Fazenda e confirmadas pelo G1 nesta terça-feira (7).

O que o governo planeja

A proposta em estudo prevê permitir que trabalhadores utilizem o saldo do FGTS para quitar dívidas com bancos e financeiras, em um modelo semelhante ao crédito consignado. O objetivo declarado é aliviar a carga financeira das famílias, que acumula o pior índice já registrado pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).

Segundo fontes do governo, reuniões entre a equipe econômica e o Palácio do Planalto devem definir os detalhes da medida ainda nesta semana.

Endividamento em nível recorde

  • 80,4% das famílias brasileiras estão endividadas — novo recorde histórico segundo a CNC
  • O dado representa o maior índice desde o início da série histórica
  • Inflação persistente e juros altos continuam pressionando o orçamento familiar
  • A inadimplência também preocupa: parte das famílias já não consegue pagar sequer os juros das dívidas atuais

Críticas da oposição

Economistas e parlamentares de oposição alertam que a medida pode ser mais eleitoralista do que efetiva. O argumento é que liberar o FGTS para pagar dívidas não resolve o problema estrutural — apenas transfere o risco do trabalhador, que perde sua reserva de emergência para quitar dívidas geradas justamente pela política econômica do governo.

“Usar o FGTS para pagar dívida é como apagar fogo com gasolina. O trabalhador fica sem dívida hoje, mas também fica sem segurança amanhã”, alertou um economista ouvido pela Gazeta do Povo.

Contexto: a herança do descontrole fiscal

O recorde de endividamento ocorre em um cenário de:

  • Taxa Selic elevada, pressionando o custo do crédito
  • Inflação acima da meta por período prolongado
  • Crescimento do gasto público sem contrapartida de receita
  • Crise de confiança dos mercados no arcabouço fiscal do governo

O ministro Fernando Haddad já admitiu que a situação das famílias é “preocupante” e que o governo avalia “todas as alternativas” para reduzir o endividamento antes das eleições de outubro de 2026.

Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo, CNC

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