🏦 GALÍPOLO CONFIRMA PRESENÇA NA CPI: Presidente do Banco Central Vai Responder ao Congresso — Mas Perguntas Difíceis Esperam
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, confirmou nesta terça-feira (7) que vai comparecer à CPI do Crime Organizado no Senado Federal. A notícia foi recebida com interesse pelos parlamentares, que têm uma lista de perguntas difíceis para o comando do BC — especialmente sobre a infiltração do crime organizado no sistema financeiro e o papel que instituições bancárias teriam desempenhado na lavagem de recursos de organizações criminosas.
A presença de Galípolo é politicamente relevante. O Banco Central é o principal regulador do sistema financeiro brasileiro e tem a obrigação de vigiar operações suspeitas, acionar o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e coibir o uso do sistema bancário para fins ilícitos. Se o crime organizado, como apontam os senadores, já está infiltrado no mercado financeiro, surgem perguntas inevitáveis: onde estava o BC? Quais alertas foram ignorados? Quem protegeu quem?
A situação é delicada também porque o Banco Central, sob gestão Galípolo — indicado pelo presidente Lula —, tem sido alvo de críticas por sua postura em relação à política monetária e à regulação financeira. A audiência na CPI será uma oportunidade para os senadores pressionarem o presidente do BC sobre temas que vão além da Selic: é sobre a segurança do sistema financeiro e a proteção do dinheiro do trabalhador brasileiro.
O que esperar da oitiva
Senadores devem questionar Galípolo sobre operações suspeitas detectadas pelo COAF, o caso Master/BRB e a rede Arpar — que segundo investigações movimentou R$ 39 bilhões, com suspeita de lavagem de dinheiro do PCC e envolvimento de políticos. A audiência deve ocorrer ainda nesta semana e promete ser uma das mais quentes da CPI.