🏦 FED mantém juros pelo 2º mês seguido e eleva projeção de inflação dos EUA em meio à guerra no Oriente Médio
O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu nesta quarta-feira (18) manter inalteradas suas taxas de juros pelo segundo mês consecutivo, sinalizando cautela diante das turbulências geopolíticas e do impacto econômico da guerra entre Israel e Irã.
Inflação revisada para cima
Em comunicado divulgado após a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), o Fed elevou sua projeção de inflação para 2,7% no fim de 2026 — uma revisão expressiva em relação à estimativa anterior de 2,4%, feita em dezembro de 2025.
“As implicações dos acontecimentos no Oriente Médio para a economia americana são incertas”, destacou o banco central em seu comunicado oficial, numa referência direta ao conflito que já derrubou a liderança da inteligência iraniana e gerou disparada do preço do petróleo.
Corte previsto para o fim do ano
Apesar da manutenção dos juros, autoridades do Fed indicaram que ainda preveem um corte de 0,25 ponto percentual em 2026, mas condicionado à estabilização do cenário inflacionário e geopolítico. A escalada no Oriente Médio — com o brent disparando — aumentou a preocupação do banco central americano sobre os riscos de inflação importada via energia.
Reflexos para o Brasil
A decisão do Fed impacta diretamente o Brasil: juros altos nos EUA tendem a manter o dólar valorizado e pressionar o câmbio brasileiro. O Banco Central do Brasil (COPOM), que decidiu hoje a Selic, também cita o cenário externo como fator de incerteza nas suas projeções.
- Juros nos EUA: mantidos pela 2ª reunião consecutiva
- Inflação projetada 2026: 2,7% (era 2,4%)
- Próximo corte esperado: -0,25 p.p., sem data definida
- Principal fator de risco: guerra Israel-Irã e petróleo em alta
Fontes: Jovem Pan, G1/Globo, AFP