🏥 MORAES IMPÕE CONDIÇÃO: Bolsonaro Só Vai Para Casa Após Perícia — Quatro Pedidos Negados e a Hipocrisia do ‘Caso Collor’
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu nova condição para analisar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro: uma perícia médica oficial deverá ser realizada antes de qualquer decisão. O laudo só poderá ser produzido após a alta hospitalar do ex-presidente, que segue internado no hospital DF Star com broncopneumonia, apresentando melhora clínica mas sem previsão de retorno para a cela na Superintendência da Polícia Federal.
A família e a defesa de Bolsonaro já protocolaram ao menos quatro pedidos de domiciliar — todos negados por Moraes. Em novembro de 2025, logo após a prisão preventiva, o argumento foi o risco de fuga e violação de tornozeleira. Em janeiro de 2026, após cirurgia de hérnia inguinal, o ministro disse não haver “fato novo”. Em março, um laudo da própria PF foi usado para justificar a negativa. Agora, uma quinta tentativa foi levada pessoalmente pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), acompanhado de um dos advogados da defesa — mais de 170 deputados federais também assinaram requerimento no STF pedindo a domiciliar humanitária.
O contraste com o caso de Fernando Collor é gritante: o ex-presidente recebeu domiciliar por Parkinson, apneia e transtorno bipolar — e a decisão foi do próprio Moraes, que acatou parecer favorável da PGR. Jair Bolsonaro, 71 anos, preso desde novembro, cumpre pena de 27 anos e três meses por condenação que muitos juristas classificam como politicamente motivada. Para trabalhadores e cidadãos que acompanham o caso, a diferença de tratamento levanta questão inevitável: a Justiça brasileira é igual para todos, ou depende de quem está no banco dos réus?