🏛️ STF FESTEJA MORAES INVESTIGADO: Gilmar Chora e Diz ‘Brasil Tem Uma Dívida’ com Ministro que Trocou Mensagens com Vorcaro
O Supremo Tribunal Federal (STF) virou palco de uma cena constrangedora nesta quinta-feira (19/3): os ministros Edson Fachin e Gilmar Mendes subiram ao palanque para homenagear Alexandre de Moraes pelos seus nove anos na Corte — exatamente no momento em que o ministro figura como suspeito de ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso e em processo de delação premiada.
Elogios enquanto a delação avança
Gilmar Mendes, decano do STF, chegou a se emocionar durante a sessão solene. “Vossa Excelência evitou que caíssemos em um abismo autoritário, onde provavelmente ainda estaríamos vivendo tempos sombrios. O Brasil tem uma dívida com Vossa Excelência”, discursou, pausando para tomar um gole d’água. O elogio soou como um abraço corporativo em meio à tempestade: o número de telefone registrado no STF que trocou mensagens com Vorcaro ainda não foi explicado publicamente — e tanto Moraes quanto Toffoli seguem em silêncio sobre os contatos revelados pelas investigações da Polícia Federal.
Fachin, presidente do STF, também elevou o colega, exaltando a chamada “virtude intimorata” de Moraes ao conduzir “inquéritos de excepcional complexidade”. O presidente da Corte se esqueceu de mencionar que, ao mesmo tempo, o relator original do caso Master — o próprio Moraes — foi substituído pelo ministro André Mendonça justamente por suspeição. Investigações apontam que a esposa de Moraes, Viviane Barci, teve contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master de Vorcaro.
O que Vorcaro pode revelar
Vorcaro assinou termo de confidencialidade com a PGR e a PF, primeiro passo formal para uma delação premiada que analistas comparam à Lava Jato — ou dizem ser até pior. O banqueiro transitou entre bolsonarismo, PT, Centrão e cúpula do Judiciário, e ninguém em Brasília sabe ao certo o que ele documentou. Enquanto o STF festeja o homem que pode ser alvo da delação, o trabalhador brasileiro é quem paga a conta: tanto pelo rombo no INSS quanto pela insegurança jurídica que paralisa investimentos e corrói a confiança nas instituições.