🏛️ LULA FORMALIZA MESSIAS NO STF E ATIVA “MODO DESESPERO”: Indicação ao Senado Com Votos Insuficientes — Pesquisas Mostram Derrota no 2º Turno para Flávio Bolsonaro
O presidente Lula formalizou nesta semana a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal — quase seis meses após a aposentadoria de Barroso abrir a vaga. O envio da mensagem ao Senado é obrigatório para dar início à sabatina, mas o governo não tem os votos necessários: são precisos 14 na CCJ e 41 no plenário, e hoje apenas 10 e 25 senadores seriam voto certo para Messias. Em paralelo, novas pesquisas mostram Lula perdendo no segundo turno para Flávio Bolsonaro — e o presidente ativa o “modo desespero” com pacotes de bondades que não movem as pesquisas.
Messias ao STF: Uma Indicação Frágil
A demora de Lula para enviar a mensagem formal ao Senado reflete a fragilidade política do governo. O presidente adiou o quanto pôde, na esperança de que Dias Toffoli — enrolado no escândalo do Banco Master — renunciasse ao cargo, abrindo uma segunda vaga e permitindo nomear Messias e Rodrigo Pacheco ao mesmo tempo para apaziguar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
- Vaga aberta: aposentadoria de Luís Roberto Barroso — setembro de 2025
- Votos necessários na CCJ: 14 — hoje tem apenas 10 certos
- Votos necessários no plenário: 41 — hoje tem apenas 25 certos
- Resistência: presidente do Senado Alcolumbre preferia Rodrigo Pacheco
- Histórico polêmico de Messias: defensor de restrições à internet, criou a controversa PNDD (“Ministério da Verdade” dentro da AGU), e foi omisso nas fraudes do INSS
Em carta enviada ao Senado, Messias citou sua “origem evangélica” e disse ser “guiado pela fé e pela ética”. Para a Gazeta do Povo, porém, “de novembro do ano passado até agora, nada mudou em relação aos motivos que justificam a rejeição do nome de Messias”. Barrar Messias é uma responsabilidade cívica dos senadores — e o voto será um teste para saber quem serve ao povo e quem serve ao governo.
Toffoli na Mira — e a CPI do Banco Master Travada
Enquanto Messias aguarda sabatina, o ministro Dias Toffoli segue no cargo apesar de estar no centro do escândalo do Banco Master, que envolve voos de jatinho com o empresário Daniel Vorcaro. A Gazeta do Povo revelou a existência de ao menos 8 voos compartilhados entre Moraes e Vorcaro — e o ministro Alexandre de Moraes teria tido uma reunião secreta com o presidente Lula recentemente.
A CPI do Banco Master no Senado, que já tem assinaturas suficientes, permanece travada aguardando decisão do ministro Kássio Nunes Marques no STF. O paradoxo se completa: o mesmo STF que barrou a prorrogação da CPMI do INSS agora trava a instalação de uma nova CPI.
Pesquisas: Lula Perdendo e em Modo Desespero
As pesquisas mais recentes pintam um quadro preocupante para o Planalto:
- AtlasIntel (25/03): Lula lidera no 1º turno, mas perde no 2º turno para Flávio Bolsonaro, Tarcísio e Michelle
- Paraná Pesquisas (30/03): Lula e Flávio empatados no 1º turno — Flávio vence no 2º turno
- Inflação em março: 0,44% — acima da expectativa de 0,29% — acumulado 12 meses: 3,9%
- Endividamento das famílias: 49,7% da renda — um dos maiores do mundo
- Dívida pública: subiu 7 pontos percentuais no governo Lula, pode chegar a 85% do PIB em 2027
Em reação ao desempenho nas pesquisas, Lula articulou um novo “pacote de bondades”: crédito rotativo, regulamentação de aplicativos, fim da escala 6×1 e até estudo para zerar imposto sobre importados (a “taxa das blusinhas” que o próprio governo criou em 2024). Mas economistas alertam: os efeitos talvez não cheguem a tempo e podem gerar inflação — o que piora ainda mais o quadro eleitoral.
O “Efeito Biden” Ronda Lula
A Bloomberg publicou artigo comparando Lula ao ex-presidente americano Joe Biden: um líder que insiste na reeleição enquanto o desgaste político cresce. O analista do Ibre-FGV João Mário de França resume: “Nada indica que Lula terá vida fácil até outubro.” A inflação resistente, o petróleo em alta por causa da guerra no Irã, o escândalo do INSS e a investigação do Banco Master formam um cocktail político explosivo a poucos meses das eleições.
Para o campo conservador, o cenário é favorável: Flávio Bolsonaro lidera o segundo turno e o estrategista de Trump já postou foto ao lado do candidato com a legenda “Bolsonaro 2026”. A direita aposta em manter a pressão e eleger uma maioria no Senado que possa barrar Messias e outras nomeações ideológicas ao STF.
Fontes: Gazeta do Povo, G1/Globo, Jovem Pan — 02/04/2026