🏛️ ELEIÇÕES 2026: 8 GOVERNADORES DESISTEM — Campo Conservador se Reorganiza com Flávio, Caiado e Zema
Com o prazo legal de desincompatibilização vencendo neste fim de semana, oito governadores que chegaram a ser cotados para disputar a presidência ou outros cargos nacionais em 2026 decidiram ficar em seus estados até o fim dos mandatos. A desistência em bloco redesenha o tabuleiro eleitoral e concentra as apostas do campo conservador em nomes como Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema.
Quem ficou para trás
- Paulo Dantas (MDB) — Alagoas
- Ratinho Júnior (PSD) — Paraná
- Eduardo Leite (PSD) — Rio Grande do Sul
- Fátima Bezerra (PT) — Rio Grande do Norte
- Carlos Brandão (sem partido) — Maranhão
- Wilson Lima (União) — Amazonas
- Coronel Marcos Rocha (PSD) — Rondônia
- Wanderlei Barbosa (Republicanos) — Tocantins
A saída de Ratinho Jr. foi a mais impactante para o campo conservador. O governador do Paraná chegou a liderar pesquisas internas do PSD como candidato viável ao Planalto, mas optou por consolidar sua gestão estadual — e deixou Caiado como o candidato do PSD para a presidência.
Nos bastidores, os cálculos foram pragmáticos: sem viabilidade eleitoral clara contra a polarização Lula x Flávio Bolsonaro, arriscar um cargo consolidado em troca de uma campanha incerta não faz sentido político. Quem permanece no cargo governa, influencia palanques estaduais e mantém o capital político intacto para o futuro.
A disputa que importa: quem unifica o voto conservador?
Com governadores de fora da corrida, o pelotão presidencial conservador se consolida em torno de Flávio Bolsonaro (PL), escolhido pelo ex-presidente para carregar a bandeira da direita; Ronaldo Caiado (PSD), que herdou a vaga de Ratinho; Romeu Zema (Novo); e Renan Santos (Missão). A fragmentação desse campo é o maior risco para derrotar Lula em outubro — e cada governador que fica quieto pode ser peça decisiva na construção dos palanques que vão definir o resultado.