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POLíTICA

🏛️ CRISE NO RIO: STF Forma Maioria Para Prazo de 24h na Eleição Indireta — Cármen, Mendonça e Nunes Marques Divergem de Fux

🏛️ CRISE NO RIO: STF Forma Maioria Para Prazo de 24h na Eleição Indireta — Cármen, Mendonça e Nunes Marques Divergem de Fux

O Supremo Tribunal Federal (STF) avança na madrugada desta sexta-feira (27) no julgamento das regras para a eleição que vai definir quem governará o Rio de Janeiro. Três ministros — Cármen Lúcia, André Mendonça e Kassio Nunes Marques — divergiram do relator Luiz Fux e votaram a favor de um prazo de apenas 24 horas para a desincompatibilização de candidatos ao cargo de governador.

O que está sendo julgado?

O STF analisa uma ação do PSD que questiona trechos da lei estadual do Rio que regulamenta a eleição indireta. O ministro Fux, relator do processo, defende um prazo de seis meses para desincompatibilização e o voto secreto. Os demais ministros discordam do prazo longo.

Cármen Lúcia argumentou que o prazo curto previsto na norma estadual não fere o equilíbrio da disputa: “Não se comprova comprometimento do equilíbrio e da legitimidade da eleição em razão da previsão contida na norma estadual”, declarou a ministra.

O julgamento no plenário virtual deve se encerrar na segunda-feira (30), com seis ministros ainda pendentes de voto.

O caos na linha sucessória do Rio

A crise se instalou após uma série de eventos em cascata:

  • O ex-governador Cláudio Castro (PL) renunciou na segunda-feira (23) para disputar o Senado Federal, um dia antes do TSE torná-lo inelegível por 8 anos por abuso de poder político e econômico.
  • O vice-governador Thiago Pampolha havia renunciado anteriormente para assumir cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
  • O presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), foi condenado no mesmo processo de Castro e também está fora da linha sucessória.
  • A eleição de Douglas Ruas (PL) como novo presidente da Alerj foi anulada horas depois pelo TJRJ.

Eduardo Paes pede eleições diretas

Em meio ao impasse, o pré-candidato ao governo do Rio Eduardo Paes (PSD) foi às redes sociais na quinta-feira (26) para exigir eleições diretas. “A decisão do ministro Fux dá os primeiros limites para essa tal eleição indireta, mas o certo mesmo era termos pleito direto e deixar o povo decidir”, escreveu o ex-prefeito do Rio.

Paes anunciou que colocará seu nome como candidato, seja em eleição antecipada ou nas eleições de outubro.

Quem governa o Rio agora?

Interinamente, o estado está sob o comando do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, enquanto o impasse político e jurídico não é resolvido. O caso é acompanhado de perto pelo STF e pelo TSE.

Fontes: G1/Globo, Jovem Pan, Gazeta do Povo

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