🏛️ CPMI DO INSS: Como o Congresso Enterrou os Dois Maiores Escândalos da Década — Alcolumbre Bloqueou Investigação e Toffoli Blindou o Master
A CPMI do INSS encerrou seus trabalhos com um retumbante fracasso. Após seis meses de atividades, 36 depoimentos, mais de 600 quebras de sigilo e muito barulho, a comissão foi encerrada sem que o relatório final fosse aprovado. Em outras palavras: para a história, a comissão existiu — mas não chegou a lugar algum. Mais de R$ 4 bilhões desviados das aposentadorias de idosos brasileiros seguem sem responsáveis identificados e condenados.
O resultado não foi obra do acaso. Desde que foi instalada, em agosto do ano passado, a CPMI foi sistematicamente sabotada pela bancada governista. O irmão do presidente Lula, Frei Chico, ex-dirigente de uma das entidades envolvidas nas fraudes, nunca foi ouvido. O filho do presidente, Lulinha, que mantinha relações não esclarecidas com um dos líderes da quadrilha, também foi blindado — os requerimentos para convocá-los foram todos rejeitados pela maioria governista. Um ex-assessor do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, recebeu R$ 3 milhões de empresa ligada às fraudes. Quatro pedidos de convocação dele foram ignorados. Alcolumbre também bloqueou qualquer prorrogação do prazo da CPMI — e recusou-se a comentar o assunto.
O escândalo do banco Master seguiu o mesmo caminho. Quando parlamentares tentaram seguir o dinheiro e aprovaram a quebra do sigilo de um fundo ligado ao Master — que comprou cotas de um resort da família do ministro Dias Toffoli —, o ministro Gilmar Mendes anulou o ato. O ministro Flávio Dino já havia feito o mesmo ao anular a quebra do sigilo de Lulinha. Com o STF protegendo aliados do governo e o Congresso sob controle do Planalto, os aposentados saqueados continuam sem justiça. E o cidadão comum paga a conta.