🌾 GUERRA NO IRÃ AMEAÇA O AGRO BRASILEIRO: Diesel mais caro, fertilizantes em risco — produtor rural paga a conta da crise geopolítica
O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã chegou ao campo brasileiro. A guerra que parecia distante começa a atingir diretamente o bolso do produtor rural, através do preço do diesel e da ameaça ao fornecimento de fertilizantes — e o governo Lula não apresenta solução à altura.
Diesel e fertilizantes no centro da crise
Uma parcela significativa do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz, área de influência estratégica do regime iraniano. O simples risco de bloqueio já elevou a pressão sobre os combustíveis: a Petrobras anunciou reajuste de R$ 0,38 por litro às distribuidoras, e o diesel S-10 já bate média de R$ 6,70 no país — com casos de R$ 7,00 por litro registrados no Pará. No campo, isso significa custo direto nas máquinas agrícolas, no frete e no escoamento da produção.
Os fertilizantes são outro ponto crítico. O Brasil importa do Irã e de Omã cerca de 18% do fertilizante nitrogenado utilizado internamente, além de outros 13% provenientes do Catar. Ou seja, quase 30% da ureia que alimenta a produção nacional vem do Oriente Médio em crise. Estamos no período decisivo do plantio da segunda safra de milho e do escoamento da soja — o momento mais sensível do calendário agrícola.
Governo age devagar enquanto produtor sangra
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e a CNA cobraram medidas urgentes: redução de PIS/Cofins sobre o diesel e aumento do percentual de biodiesel na mistura — uma solução nacional, viável e estratégica. Lula atendeu parcialmente o primeiro pedido, mas ignorou o segundo. Enquanto isso, o trabalhador rural enfrenta Selic em 15%, crédito escasso e endividamento crescente. O agro sustentou o PIB brasileiro mesmo nas adversidades — agora, cabe ao governo federal não cobrar do campo o custo de sua própria negligência.
AGRONEGóCIO