🌎 BLOOMBERG COMPARA LULA COM BIDEN: Agência Internacional Destaca Desgaste, Inflação e Risco de Lula Não Chegar ao 2º Turno
A agência de notícias Bloomberg publicou nesta semana três matérias distintas destacando o desgaste do governo Lula — e um artigo de opinião foi ainda mais contundente: comparou o presidente brasileiro ao ex-presidente americano Joe Biden, que desistiu da reeleição em 2024 sob pressão de partido e eleitores.
Inflação fora de controle pressiona o Planalto
Em reportagem sobre a economia brasileira, a Bloomberg destacou que a inflação subiu mais do que o esperado em março, aumentando a pressão sobre o Banco Central. Os preços ao consumidor avançaram 0,44% no período, acima da previsão mediana de 0,29% dos economistas consultados pela agência. A inflação anual foi para 3,9%.
A agência lembrou ainda que a guerra entre EUA e Irã elevou o nível de incerteza global e pode dificultar o controle da inflação brasileira, além de reduzir o ritmo de crescimento da economia. Após os dados, o mercado passou a apostar em menos cortes na taxa Selic — o que eleva o custo do crédito para famílias e empresas.
O paralelo com Biden: Lula corre risco de repetir o erro
O artigo de opinião do colunista Juan Pablo Spinetto foi o mais impactante. Segundo ele, Lula corre o risco de repetir o mesmo erro político de Biden: insistir em disputar a reeleição em um cenário de desgaste crescente.
Spinetto escreveu que o presidente brasileiro enfrenta dificuldades para se adaptar a um país que mudou nas últimas décadas, com eleitores:
- Mais céticos em relação às instituições
- Com maior preocupação sobre inflação, criminalidade e corrupção
- Com menor identificação com o perfil político tradicional
O artigo afirma que, assim como Biden, fatores como idade avançada, cenário econômico incerto e conflitos internacionais podem se tornar temas centrais da campanha e limitar a capacidade do governo de recuperar apoio.
Lula desgastado, Flávio em ascensão
O contexto político confirma a análise da Bloomberg. A mais recente pesquisa Gerp, divulgada nesta sexta-feira (27), mostra empate técnico entre Lula (38%) e Flávio Bolsonaro (36%) no primeiro turno. No segundo turno simulado, Flávio supera Lula por 48% a 45%.
Para a Bloomberg, o aumento do custo de vida tem alimentado insatisfação popular e dificultado a estratégia do Planalto de recuperar apoio antes das eleições de outubro de 2026.
Repercussão internacional que o governo teme
O fato de uma das maiores agências de notícias financeiras do mundo destacar o desgaste de Lula em três materiais no mesmo dia é sinal de que a percepção do Brasil no mercado externo está mudando — e não para melhor. Investidores globais acompanham a Bloomberg diariamente, e a narrativa de um governo desgastado, com inflação alta e incerteza eleitoral, pode pesar sobre o real e os ativos brasileiros.
Fontes: Gazeta do Povo, Bloomberg