🌍 QUEM GANHA COM A GUERRA NO IRÃ: Putin usa conflito no Oriente Médio para reabastecer os cofres russos — e drena atenção dos EUA da Ucrânia
Enquanto Israel e EUA travam a Operação Épica contra o Irã e o Estreito de Ormuz permanece fechado, um ator inesperado colhe os frutos da crise: Vladimir Putin. Com o barril de petróleo chegando a US$ 100, a Rússia — segunda maior exportadora do produto no mundo — está recuperando fôlego financeiro para sustentar sua invasão à Ucrânia.
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (12) uma licença temporária suspendendo sanções ao petróleo russo já embarcado, numa tentativa de conter a disparada dos preços no mercado global. É uma vitória estratégica para Moscou: o mesmo Ocidente que impôs sanções para enfraquecer Putin acabou sendo obrigado a aliviá-las para não estrangular sua própria economia.
Dois fronts, um beneficiário
Segundo especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo, o conflito no Oriente Médio tem duplo efeito favorável para a Rússia. Primeiro, o aumento da receita com petróleo a preço elevado — “cada dólar adicional no barril melhora a capacidade de Moscou de sustentar o esforço militar na Ucrânia”, alerta o professor Eduardo Galvão, do Ibmec Brasília. Segundo, o desvio da atenção militar americana: os EUA estão consumindo interceptores Patriot, munições de precisão e recursos logísticos no Irã — os mesmos que abasteciam a defesa da Ucrânia.
Para o cidadão brasileiro, os efeitos chegam na bomba de combustível: diesel escasso, arroz e soja em risco na colheita, e um governo Lula que aplica subsídio eleitoreiro sem resolver o problema estrutural. A guerra no Oriente Médio não é distante — ela está no prato do trabalhador e na conta do empreendedor rural todos os dias.