🇻🇪 DITADOR SEM DINHEIRO: Maduro Alega Não Poder Pagar Advogados nos EUA — Mas Tem Patrimônio de US$ 3,8 Bilhões
O ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, preso e julgado em Nova York por narcoterrorismo, enviou nesta quinta-feira (19) um documento ao tribunal federal afirmando que não tem recursos para pagar sua própria defesa. O detalhe: segundo levantamento da ONG Transparência Venezuela, Maduro possui pelo menos 745 bens em 20 países, somando cerca de US$ 3,8 bilhões.
A peça foi apresentada ao juiz Alvin Hellerstein, do Distrito Sul de Nova York. Maduro e sua esposa, Cilia Flores — coautora das alegações —, afirmam estar dispostos a apresentar provas financeiras se o tribunal solicitar.
Por Que Maduro Não Consegue Pagar
O argumento da defesa é técnico: o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (OFAC) bloqueou o pagamento dos honorários pelo governo da Venezuela, que sofre sanções desde 2015. Com os recursos congelados ou de origem ilícita, o ex-ditador enfrenta dificuldades para movimentar o dinheiro formalmente.
- Maduro e Flores foram presos em operação militar em Caracas em 3 de janeiro
- Se declararam inocentes na primeira audiência em 5 de janeiro
- Respondem por narcotráfico, narcoterrorismo, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos
- Logo após a captura, os EUA anunciaram a apreensão de US$ 700 milhões em bens do ex-ditador
- A Suíça também ordenou congelamento preventivo de bens por quatro anos
Próxima Audiência: 26 de Março
A petição foi protocolada a poucos dias da próxima audiência do caso, marcada para quinta-feira, 26 de março. A defesa pede o arquivamento das acusações por considerar o processo “inconstitucionalmente defeituoso”, alegando violação à Sexta e Quinta Emendas da Constituição americana.
“O único remédio é o arquivamento, dado que este tribunal não pode permitir que o presente caso prossiga em violação dos direitos constitucionais do sr. Maduro e da sra. Flores”, argumenta o documento assinado pelos advogados Barry Pollack e Mark E. Donelly.
Bilionário Sem Dinheiro “Limpo”
A ONG Transparência Venezuela foi direta ao comentar a situação: a fortuna de Maduro foi formada com “dinheiro sujo, que roubou o bem-estar de todos os venezuelanos”. Por isso, o ex-ditador tem crescente dificuldade para acessar os recursos sem se autoincriminar.
O caso é considerado um dos mais importantes julgamentos de um ex-chefe de Estado latino-americano nos tribunais americanos. O resultado pode definir precedentes sobre a responsabilização de líderes que usaram o poder do Estado para o tráfico internacional de drogas.
Fontes: Gazeta do Povo, EFE, Transparência Venezuela, Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York