🇺🇸 TRUMP INVESTIGA BRASIL POR TRABALHO FORÇADO: Seção 301 pode resultar em novas tarifas e sanções comerciais
O governo dos Estados Unidos abriu uma nova investigação formal contra o Brasil por práticas comerciais desleais relacionadas ao trabalho forçado. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (12) pelo escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana de 1974.
Segundo o representante Jamieson Greer, o foco da investigação é determinar se o Brasil — junto a dezenas de outros países, incluindo China, México e Índia — não tomou medidas suficientes para proibir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado, criando assim uma vantagem artificial de custo que prejudicaria trabalhadores e empresas americanas. Audiências estão marcadas para 28 de abril, com prazo de manifestação até 15 de abril.
Não é a primeira vez que o Brasil enfrenta uma investigação com base nessa mesma lei. Em julho do ano passado, Trump já havia aberto apuração por práticas comerciais desleais digitais, citando “ataques contínuos às atividades de empresas americanas”. Caso irregularidades sejam confirmadas, o USTR pode impor novas tarifas e restrições comerciais ao Brasil — o que impactaria diretamente exportações do agronegócio, manufatura e serviços.
Brasil sob pressão em múltiplas frentes
A abertura da investigação ocorre num momento em que as relações Brasil-EUA estão no ponto mais baixo dos últimos anos: crise diplomática com a proibição do assessor de Trump de visitar Bolsonaro, cobranças sobre o combate ao PCC e CV, e agora mais uma ameaça comercial. O governo Lula, em vez de construir pontes com Washington, acumula desgastes que podem custar caro ao empreendedor e ao trabalhador brasileiro nas próximas exportações.
Para o agronegócio — setor que sustenta o superávit comercial brasileiro — a notícia preocupa. Qualquer sobretaxa americana sobre produtos brasileiros chegaria diretamente ao bolso do produtor rural e afetaria toda a cadeia produtiva do país.