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🇺🇸 TRUMP ATACA O PIX: Relatório Oficial dos EUA Diz que Sistema Ameaça Visa e Mastercard — Casa Branca Também Critica Tarifas, 25 de Março e Trabalho Escravo no Brasil

🇺🇸 TRUMP ATACA O PIX: Relatório Oficial dos EUA Diz que Sistema Ameaça Visa e Mastercard — Casa Branca Também Critica Tarifas, 25 de Março e Trabalho Escravo no Brasil

O governo Donald Trump divulgou nesta quarta-feira (1º) o Relatório de Estimativa do Comércio Nacional 2026, documento oficial que aponta o Brasil como praticante de ‘práticas comerciais desleais’ contra os Estados Unidos. Entre os alvos principais está o PIX — o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central —, acusado de prejudicar gigantes americanas como Visa e Mastercard. O relatório também critica as tarifas brasileiras, a pirataria na Rua 25 de Março em São Paulo, a extração ilegal de madeira e práticas de trabalho forçado.

PIX na Mira: Washington Teme ‘Tratamento Preferencial’

O relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) afirma que “stakeholders americanos temem que o Banco Central do Brasil conceda tratamento preferencial ao PIX”, em detrimento de empresas estrangeiras como Visa e Mastercard. O documento ressalta que o uso do Pix é obrigatório para instituições financeiras com mais de 500.000 contas, criando uma ‘desvantagem competitiva’ para os fornecedores americanos de serviços de pagamento eletrônico.

“O Banco Central criou e regula o Pix; partes interessadas dos EUA temem que o BC dê tratamento preferencial ao sistema, prejudicando fornecedores americanos de serviços de pagamentos eletrônicos”, diz o documento oficial americano. Esta não é a primeira vez que o PIX aparece no radar de Trump: em julho de 2025, o sistema já havia entrado em uma investigação comercial contra o Brasil.

Tarifas ‘Imprevisíveis’ e Alta Carga Tributária

O relatório também critica as alíquotas de importação brasileiras, consideradas “relativamente altas” em setores como automóveis, peças automotivas, eletrônicos, aço e vestuário. A Casa Branca aponta que as taxas consolidadas do Brasil são frequentemente muito mais altas do que as taxas aplicadas, gerando ‘significativa incerteza’ para exportadores americanos.

“Os exportadores dos EUA enfrentam significativa incerteza no mercado brasileiro porque o governo frequentemente modifica as taxas tarifárias dentro das flexibilidades do Mercosul”, diz o USTR.

25 de Março e a Pirataria: Rua Famosa no Relatório dos EUA

Outro ponto de destaque é a citação explícita da Rua 25 de Março, em São Paulo, como ponto de venda de produtos falsificados. O documento diz que o Brasil permaneceu na Lista de Observação do Relatório Especial 301 de 2025, apesar de algumas melhorias nas campanhas de combate à pirataria online.

“Os desafios de fiscalização persistem, incluindo a ausência de penalidades dissuasivas e os altos níveis de falsificação e pirataria online e em mercados físicos”, aponta o relatório.

Madeira Ilegal, Trabalho Forçado e PL dos Mercados Digitais

  • Extração ilegal de madeira: o relatório estima que quase 50% da madeira colhida no Brasil — e 90% da Amazônia — seja ilegal
  • Trabalho forçado: ausência de proibição à importação de bens produzidos com trabalho escravo vulnerabiliza competitividade americana
  • Mineração ilegal de ouro: o documento indica que ouro ilícito representa 28% da atividade de mineração total no país
  • PL dos Mercados Digitais: o projeto é visto como risco à concorrência, com multas de até 20% do faturamento global que afetariam desproporcionalmente empresas americanas
  • LGPD: o relatório expressa preocupação com atrasos na regulação da Lei Geral de Proteção de Dados

Contexto: Brasil sob Pressão Total de Washington

O relatório se soma a uma série de ações do governo Trump contra o Brasil. No mesmo dia, o Departamento de Estado expressou “sérias preocupações” com a liberdade de expressão no Brasil, citando decisões do ministro Alexandre de Moraes. A pressão americana sobre o Brasil nunca foi tão multifacetada: vai do campo econômico ao judicial e eleitoral. Em 13 de março, o USTR havia aberto uma nova investigação formal contra o Brasil e dezenas de outras nações por práticas comerciais desleais — o que pode resultar em novas tarifas punitivas.

Fontes: G1/Globo, Gazeta do Povo — 01-02/04/2026

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