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POLíTICA

🇺🇸 EUA LANÇAM OFENSIVA TOTAL CONTRA O BRASIL NO “LIBERATION DAY”: USTR Condena Pix, Tarifas e 25 de Março — Eduardo Bolsonaro Alerta: “EUA Podem Não Reconhecer as Eleições”

🇺🇸 EUA LANÇAM OFENSIVA TOTAL CONTRA O BRASIL NO “LIBERATION DAY”: USTR Condena Pix, Tarifas e 25 de Março — Eduardo Bolsonaro Alerta: “EUA Podem Não Reconhecer as Eleições”

No mesmo dia em que o presidente Donald Trump declara o “Liberation Day” — anunciando tarifas recíprocas contra dezenas de países — o governo americano lançou uma ofensiva em múltiplas frentes contra o Brasil, com ataques simultâneos às práticas comerciais, à regulação financeira e à liberdade de expressão no país.

O Relatório do USTR: Pix, 25 de Março e Tarifas na Mira

O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) divulgou nesta semana um relatório detalhado sobre a investigação comercial em andamento contra o Brasil, apontando práticas consideradas desleais e prejudiciais à economia americana.

Entre as críticas levantadas pelo governo Trump:

  • Tarifas de importação “relativamente altas” em setores como automóveis, eletrônicos, aço e vestuário;
  • O Pix foi apontado como obstáculo: o relatório diz que “partes interessadas americanas expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix”, operado e regulado pelo próprio BC;
  • A Rua 25 de Março, em São Paulo, foi citada nominalmente como símbolo da pirataria e falsificação que persiste no país;
  • O Brasil permanece na Lista de Observação do Relatório Especial 301, sobre propriedade intelectual, com penalidades “insuficientes”.

“As taxas consolidadas do Brasil são frequentemente muito mais altas do que as taxas aplicadas e os exportadores dos EUA enfrentam significativa incerteza no mercado brasileiro”, afirma o USTR no documento.

Eduardo Bolsonaro: “EUA Podem Não Reconhecer as Eleições Brasileiras”

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que reside nos EUA e acompanha de perto as relações bilaterais, foi além nas análises. Em sua conta no X e em entrevista ao SBT News, Eduardo afirmou que o conjunto de ações do governo americano — relatório da Câmara sobre Moraes, nota do Departamento de Estado e agora o relatório comercial — sinaliza algo grave para o Brasil.

“Se este quadro não ficar mais democrático, corre-se o risco do Brasil não ter sua eleição reconhecida pelo país farol da liberdade”, declarou Eduardo Bolsonaro.

O ex-parlamentar também levantou a possibilidade do retorno das sanções da Lei Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes e, desta vez, a outros ministros do STF. Em entrevista ao SBT, Eduardo citou que o relatório do Comitê Judiciário aponta que ordens de censura do magistrado desequilibram o processo eleitoral brasileiro às vésperas das eleições de outubro.

“O relatório cita que no Brasil, ao proibirem ou suspenderem contas e informações nas redes sociais de pessoas de direita, desequilibra um processo eleitoral. O relatório fala em censura”, disse Eduardo.

Lei Magnitsky: A Ameaça de Volta

Moraes já foi sancionado pelos EUA com base na Lei Magnitsky em julho de 2025, com o congelamento de bens e vínculos econômicos com os EUA. As sanções foram retiradas em dezembro do mesmo ano após negociações. Agora, com o novo relatório do Comitê Judiciário presidido pelo republicano Jim Jordan, o espectro das sanções voltou à pauta.

Eduardo não nomeou o segundo ministro que poderia ser alvo, mas o relatório de Jordan envolve o decano Gilmar Mendes por sua atuação conjunta com Moraes nas ordens de censura às big techs americanas.

“Liberation Day”: Brasil Entre os Alvos Globais de Trump

O 2 de abril de 2026 marca o “Liberation Day” — data escolhida por Trump para anunciar tarifas recíprocas contra países que, segundo Washington, praticam comércio desleal contra os EUA. O Brasil figura entre os alvos da investigação da Seção 301, o mesmo dispositivo legal usado para impor tarifas à China.

A ofensiva americana é multifacetada: enquanto o USTR ataca as barreiras comerciais, o Comitê Judiciário e o Departamento de Estado pressionam pelo fim da censura judicial. O recado de Washington ao governo Lula é claro — a paciência americana com o Brasil tem um limite.

Fontes: Gazeta do Povo, SBT News, Representante Comercial dos EUA (USTR), declarações de Eduardo Bolsonaro no X.

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